White Lies – To Lose my Life (2009)

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: Os londrinos do White Lies chegaram atrasados para a festa do revival pós-punk, iniciada há alguns anos atrás e que já dá sinais de chegar ao fim, apesar disso tem sido saudados por boa parte da imprensa como “the next big thing” saída da terra da rainha, coisa que muita gente já nem dá bola, talvez alguns fãs ávidos por novos nomes no já superpovoado cenário musical. A fórmula do grupo já é conhecida e bastante usada: baixo marcante, guitarras espertas e vocais graves com certa dramaticidade, o que já vimos com as mais diversas variações em outros nomes como Editors, Interpol, The Killers, She Wants Revenge, The Cinematics, The Orders e outros tantos. Às vezes fazem lembrar Duran Duran, como na dançante “Farewell to the Fairground” ou Tears for Fears, mas o mais inusitado é quando remetem a coisas mais obscuras dos anos 80 como The Chameleons ou Lowlife em “To Lose my Life”. No geral parecem ter ouvido bastante Interpol e The Killers, natural para uma banda formada em 2005, ao invés de buscarem os originais feitos nos 80’s. Quem esmiuçar o álbum afirmará que em “From the Stars”, em seu momentos iniciais, literalmente surrupiou a bateria de “Atmosphere”, uma das músicas mais emblemáticas do Joy Division. A a música é bem produzida, com dosses maciças de teclado preenchendo os espaços; Harry McVeigh se esforça, tenta cantar com paixão, mas não tem jeito, o máximo que consegue é ser afinado, pois a sensação é de música de despedida para o revival de uma década que muitos chamam de década perdida. Pegue duas faixas: “To Lose my Life” e “A Place to Hide” e curta um single bacaninha, e só.

3 pensamentos sobre “White Lies – To Lose my Life (2009)

  1. Pingback: MELHORES ÁLBUNS DE 2009 « love no more

  2. Em poucas linhas vc resume quase o que eu sinto quando escuto o White Lies. A sensação de terem chegado atrasados é inevitável, assim como o desgaste de um revival que já está quase completando uma década!!! A minha insistência em ouvir o disco um punhado de vezes vem da tentativa de entender o hype que cerca esses sujeitos. E não entendi.
    Parabéns pelo texto.

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  3. Luciano, apesar dessa releitura de tudo quanto já ouvimos, ainda prefiro ouvir esse disco ao do novo do Franz. Quer dizer, acho que escutei mais o WL do que o próprio FF. Mas, deixando comparações de lado, acho que o grupo deixa algumas belas canções, nada de tão perfeito assim, um disco mediano para se ouvir enquanto trabalha (como fiz na semana passada).

    Humm, e gostei da sua bela percepção. Tb achei a mesma coisa sobre ‘From The Stars’ (a respeito do que vc já citou em sua resenha). Ahh, sim, em certas partes tb me lembrei muitos dos ótimos The Chameleons UK (isso vc tb citou).

    E sim, achei uma das capas mais bonitas do ano até agora (com uma certa nostalgia dos anos 80, não achou?).

    Falando nisso, vc chegou a ouvir o Diego que deixei no Orkut para vc baixar? Aquilo sim tb é bem Joy Division/Interpol/Editors.

    Abraços.

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