Tudo depende…

– Não tem nada que preste na música atual!

Foi a afirmação de um conhecido, quando perguntei o que tava ouvindo de novo.

Aí entramos numa discussão a respeito do cenário musical atual e ele insistia que não havia bandas atuais que prestassem, que era tudo cópia, etc, etc, etc…um discurso que se feito anos atrás, quando não havia essa enorme profusão de informação e facilidade de download de álbuns até era aceitável, mas que hoje em dia soa um monólogo de pessoas acomodadas e/ou preguiçosas que por nostalgia vivem presas no passado e não buscam conhecer e ouvir novas bandas até mesmo de estilos diversos.

Enquanto tentava convencê-lo de que tudo era uma questão de ponto de vista me vinha a cabeça uma série de bandas fazendo coisas interessantes, mas que provavelmente ele nunca ouvira nem falar, e se eu lhe apresentasse nem daria importância.

Para resumir a nossa conversa, me saí com uma frase feita para encerrar discussões assim (acho que devemos ter uma frase feita para nos safarmos de toda sorte de situações). Minha sentença foi:

– Tudo depende da maneira como cada um se relaciona com a música e isso está relacionado a uma série de fatores que nem a própria pessoa consegue definir todos.

E assim acabei matando toda uma série de argumentações para a alegada chatice da música atual que o meu amigo alardeava.

3 pensamentos sobre “Tudo depende…

  1. vou ser honesto e sincero, so tenho baixado bandas que começaram nas decadas de 60/70, o que tenho ouvido de novo é o que cícero me passa, e mesmo assim faço uma triagem, pos pra ele basta da última semana pra ser bom…. de interessante recente ouvi chalaça, o círculo, cartoon…de fora gostei de vampire wekend e departament of Eagles…

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  2. Se não me engano, tem uma escritora (não lembro agora se é a Susan Sontag) que disse que a melhor resposta é aquela que consegue destruir uma pergunta. Mas, vc sabe o sentido de ‘destruir’ que uso agora neste comentário, mais ou menos quero dizer ‘desarmar’.

    Ora, tem muita coisa boa sim…esqueçamos clones. Há uma mania agora de dizer que tudo é clone. Se formos pegar por esse lado, cinema tem muitos clones. Depois de ‘Matrix’, olha o tanto de coisa que teve? Viagem no tempo? Não é mais mistério. Filmes de segunda guerra? Muito menos.

    Então, voltando para o lado da música,quero dizer que vc precisa correr atrás. Por exemplo, eu descobri a música africana, quero dizer, especificamente, fugi desse eixo EUA-Inglaterra-Suécia-Canadá. Fui atrás de gente um tanto desconhecida como Esau Mwamwaya e do casal Amadou & Marian. É coisa nova? Não, é assimilação de música antiga, rap, pop-rock, mas tudo com formato bacana e com instrumentos que fogem daquele padrão ‘baixo-guitarra-bateria’. E ainda tem a questão que não conhecemos a música que passa na Europa (como em países nem tão comentados, Bélgica, França, Polônia, Alemanha e aí segue uma lista enorme).

    Desculpa o seu amigo (espero que ele venha aqui e comente tb), mas, acho que é só questão de largar a rabujice de lado e procurar por mais novidades. Às vezes é uma questão de loteria, mas eu já fui premiado muitas e muitas vezes. Graças.

    Ahh, um amigo meu veio do RJ e quando era adolescente, mais ou menos ele ouvia o que eu escutava. Hoje, ele disse que não tem graça em ouvir mais nenhum disco por inteiro (minto, ele disse que só consegue ouvir o Ladytron, veja só)….Estávamos num bar puxando esse papo…sabe o que fiz? Passei para outro assunto. Melhor assim.

    Excelente texto e excelente idéia. Queria que o pessoal comentasse bem aqui, pq merece ser um assunto bem discutido.

    Abraços.

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  3. O que tenho a dizer foi que tive uma conversa do mesmo tipo com uma pessoa e ela me alegava isso, q a falta de originalidade criatividade na música fez com q ele não se interessasse por novidades, mas o que eu acho é que somos bombardeados com tanta informação, que somos obrigados a escolher ou não, muitas vezes a escolha não se mostra acertada, mas também aparece coisas muito interessantes na cena, além do mais, coisas antigas nos remetem a um, passado que ora não nos deixa avançar e sim ficar estagnados, e as vezes escolhemos o caminho mais fácil, repulsa ao novo e aceitação do velho, mas não e uma atitude sensata, pois temos que sempre evoluir e não permanecer estagnados no tempo.

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