Para entender: Madchester (parte 6)

The Farm – Spartacus (1991)

“Madchester was the dominant force in British rock during the late ’80s and early ’90s. A fusion of acid-house dance rhythms and melodic pop, Madchester was distinguished by its loping beats, psychedelic flourishes, and hooky choruses. While the song structures were familiar, the arrangements and attitude were modern, and even the retro-pop touches — namely the jangling guitars, swirling organs, and sharp pop sense — functioned as postmodern collages.” (AMG)

Na série PARA ENTENDER serão postados álbuns de bandas representativas e/ou obscuras do estilo em questão, como forma de dar a conhecer ou rememorar um pouco da história da música e, especificamente, do estilo/cena/movimento tratado. Escolhemos iniciar com o que se convencionou chamar de Madchester ou baggy ou indie-dance, que teve seu auge no finalzinho dos anos 80 e início dos 90, através de bandas como Stone Roses, Happy Mondays, Inspiral Carpets, The Charlatans e outras.

Apesar de ser, ao lado da Discografia Comentada do The Police, a seção do blog menos comentada e até das menos vistas pelos visitantes desse blog, vamos adiante com a nossa empreitada. Hoje falando da banda do vocalista Rob Heaton, pra mim uma das vozes mais inexpressivas da cena indie-dance (ao lado de Shaun Ryder, claro), mas que teve uma presença importante no cenário.

Ao se falar no The Farm, banda originária de Liverpool, alguns lembrarão de cara de seu maior hit, “All Together Now”, que vendeu mais de 500.000 cópias e até fez parte de trilha sonora de novela das oito (salvo engano), e anos mais tarde seria usada também como trilha sonora de torneios de futebol na Inglaterra. São mais um caso de bandas surgidas nos anos oitenta mas que só vieram a aparecer no início dos noventa, principalmente devido ao “boom” que se espalhava de Manchester para todo o Reino Unido e para o mundo. Antes de lançarem seu primeiro álbum, conseguiram emplacar os singles “Stepping Stone”, numa versão dançante para a canção dos Monkees, e que foi a faixa que ajudou a banda a sair do anônimato, e “Groovy Train”, além da já citada “All Together Now”. Sobre “Stepping Stone”, é interessante anotar que a produção de Terry Farley, foi fundamental para a nova direção sonora do grupo, que sonoramente viria a ser colocado ao lado dos Happy Mondays e Soup Dragons. “Spartacus”, seu álbum de estréia, lançado em 1991, foi muito bem recebido e alcançou o primeiro lugar nas paradas, rendendo também contrato com a Sony. Lançaram mais dois álbuns de estúdio, “Love See No Colour”, em 1992, e “Hullabaloo”, em 1994, que não conseguiram o mesmo êxito de seu antecessor. Minha relação com o The Farm é meio estranha, gosto de algumas músicas da banda, mas não gosto muito da banda, principalmente depois de ver alguns vídeos de sdows deles. Acho que no geral o som do grupo não chega a se enquadrar no “padrão” das bandas Madchester, embora sejam bem perceptíveis as influências.

+ A seguir, World of Twist – Quality Street (1991)

2 pensamentos sobre “Para entender: Madchester (parte 6)

  1. Pingback: Para entender: Madchester (parte 5) « love no more

  2. Quando conheci The Farm, já dava minhas sacadas na cea indie-dance que rolava na época.

    Comprei “Spartacus” (CD) por um módico preço e valeu a pena, pois é um álbum que no sentido pop musical de ser é legal!

    Melodias legais e pegajosas, grooves bem sacados e refrões fáceis – tudo que um bom pop precisa! Um álbum pra você ouvir e dançar num dia ensolarado, de bom humor.

    Algum tempo depois comprei o “Hullabaloo” (CD) por um preço simbólico (R$ 2,00) e notei que a banda tinha mudado sua sonoridade, fazendo até um trabalho musical mais consistente, porém não tão atraente quanto “Spartacus”.

    Mais recentemente (uns três anos atrás) baixei o “Love See No Colour” que seria o meio termo (e realmente é, já que é até o segundo álbum da banda) entre “Spartacus” (primeiro) e “Hullabaloo” (terceiro).

    Considerando a ordem cronológica dos álbuns, como disse anteriormente, “Hullabaloo” é o mais consistente musicalmente, mas o menos expressivo! Uma dessas contradições da música pop.

    Conclusão: The Farm como Luciano comentou na sua resenha – “o som deles não chega a se enquadrar no “padrão” das bandas Madchester”, não chega perto de ser um “Stone Roses da vida”, mas comparado com muitas bandas atuais (e até da época) que se propem a fazer um som pop legal, tem lá seu lugar e mérito na cena denominada Madchester!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s