80 DISCOS: SURFER ROSA – Pixies (1988)

+ Em julho de 1989 a Revista Bizz Publicou uma lista com oitenta discos essenciais dos anos 80, postaremos aqui alguns deles com os respectivos comentários da revista.

“Saídos de Boston para a cena musical inglesa, os Pixies neste seu segundo álbum concretizaram todas as boas promessas de sua estréia em vinil (com o LP Come on Pilgrim, de 1987): um rock urgente, a cargo de guitarras incisivas e uma cozinha poderosa, quase que soterrando os ácidos vocais.”

4 pensamentos sobre “80 DISCOS: SURFER ROSA – Pixies (1988)

  1. Vcs falaram “tão pouco” do álbum (da banda) que eu vou ter quer “falar muito” sobre o mesmo: SURFER ROSA = D+!

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  2. Engraçado, Eduardo, que o meu lance com esse disco foi algo assim mágico também. Já tinha lido sobre a banda na Bizz mas nunca tinha ouvido, e eis que um belo dia chego na Cabaret Voltaire (loja de discos usados que era uma espécie de batcaverna para mim e muitos fãs de rock)e lá está o Surfer Rosa. Como o responsável pela loja precisava sair, me pediu para que ficasse lá tomando conta. Aproveitei a deixa pra ouvir a bolacha e logo de cara me impressionei com a potência do baixo em “Bone Machine”, “p-q-p, que linha de baixo é essa?”, pensei. Fiquei maravilhado com a sonoridade da banda, aquela mistura de punk com toques latinos, surf, guitarras incisivas e uma cozinha poderosíssima, que me influenciou inclusive na maneira de tocar baixo. Logo soube que ainda tinha cópias do vinil lá na Muzak (loja que trouxe muita coisa boa pra molecada louca por sons) e por sorte tava com grana e fui lá e comprei. Pra mim é um dos discos marcantes da minha vida. Com certeza é discoteca básica.

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  3. Se há um disco para representar uma época bem marcante de minha vida, tal disco é este, ‘Surfer Rosa’. Assim como os outros tb, que vieram em seguida. E mesmo nos 4 discos, com alguns fãs dizendo que a força dos Pixies havia acabado, nunca desconsiderei nenhum trabalho deles. Acho todos importantes.

    Mas, falar de ‘Surfer Rosa’, me remete ao tempo em que minha mãe tinha um bar. E vivia perdendo festas por conta de que aos fds, tinha que ajudá-la no comércio. A minha diversão começou comprando vinis (com o pouco que ganhava e ainda eu procurava bem pelos discos baratos e nos baciões, pois aquela época já tinha essas ótimas e agradáveis bancas em promoção).

    E claro, não precisamos nem remoer isso, tinha aqueles discos – assim, quase impossíveis de ter (se imagine num lugar como Vitória, que sempre optou pelo comercial demais…) em que a única solução era conseguir aquele k7 salvador (os tempos áureos da Basf e TDK) e gravar essa pérola. Fiz assim com quase todos os meus ‘objetos’ sonoros de desejo. Claro que ainda faltava o Pixies, Stone Roses, e muitos outros. Mas, a minha prioridade era o Pixies, sobretudo depois do que li sobre eles na Bizz (lembra disso?). E, por ironia, como uma bela surpresa, descobrimos, eu e um amigo que hoje sequer se liga pra música, que tinha um cara em Vitória que tinha quase tudo em vinil. Arrepiado, confesso, quis logo saber quem era. Na maior cara-de-pau, foi aí que descobri o Gilmar, e claro, surgiu uma amizade saudável que já vem de muito tempo.

    Não ia chegar na casa dele e já pedir o vinil emprestado, claro. Levei trocentas fitas e passei uma tarde, se esbaldando, gravando, lendo Bizz, falando sobre temas banais da vida. Quando eu cheguei em casa, adivinha? Tinha que ir correndo para o bar, pois minha mãe já estava com um bom movimento. E como não gostava de colocar fitas no toca-fitas do bar, fiquei naquela angústia para fechar logo o estabelecimento e ouvir Pixies. ‘Eles são realmente isso tudo?’. Quando saí do bar, coloquei a fita no meu som (lembro que era um 2 tapes da Sanyo, e na época era até um luxo ter tal aparelho, isso claro pela facilidade de copiar fitas), fiquei maravilhado. Choque, alegria, felicidade, surpresa. Nem consegui dormir. Tinha que deixar o disco tocando. A fita foi parar no meu walkman e virou exclusiva para minhas pedaladas em meus tempos de folga.

    Pelo que houve comigo, por uma etapa de mudanças em minha vida, e pelo que a banda representou e influenciou, Pixies estará sempre em meu coração. Vc sabe como é difícil eu declarar isso, sendo eu, um cara que gosta de bandas mil, com um gosto variado demais.

    E claro, depois, precisei comprar o CD. Importado, foi minha única opção. Valeu – assim como vale – cada centavo. E não vendo por nada.

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