THE PRODIGY – Invaders Must Die (2009)

Não esqueço até hoje. A cara de espantado que fiquei ao ligar minha tv no canal MTV, e me deparar com a figura inusitada de Keith Flint. Estilo de cabelo estranho, piercings, um band leader esbanjando energia até pelos poros e vociferando palavras como um Johnny Rotten (hoje o figurinha John Lydon do PIL) nos primórdios do Sex Pistols. Isso tudo com uma carga eletrônica de fazer a dupla do The Chemical Brothers sentir inveja. Mais uma vez, o rock casando com o eletrônico.

Lembro que detestei na primeira audição. Depois voltei atrás. E como gosto de reparar minhas observações apressadas, gravei um k7 do ‘The Fat Of The Land’ (1997). Para minha surpresa, eu não parava de ouvir o álbum.

Ao ouvir o disco de 2009, algo me soa como se o Prodigy fizesse uma releitura do próprio (pasmem!) Prodigy. Pegue, por exemplo, ‘Invaders Must Die’ que abre o álbum, e notaremos elementos sonoros que estavam lá em ‘Smack My Bitch Up’, o hino do grupo na geração 90 (até hoje executada demais). No reggae/dub ‘Thunder’, sobra até semelhanças com a contagiante ‘Out Of Space’ (do ‘Experience’ de 1992), entretanto, há 17 anos atrás parecia que o grupo estava mais inspirado. Assim como não houve a dita cuja da inspiração em momentos enfadonhos como ‘Take Me To The Hospital’ e ‘Piranha’.

Claro que existem os arrasa-quarteirões da banda. Eles nunca faltam. E já tocando a mil nas casas noturnas, ‘Omen’ (em versão normal e em versão ‘reprise’) é o Prodigy alucinado que conhecemos 12 anos atrás. Não há originalidade mais, todavia, o grupo deita e rola nos sintetizadores agregados a um rock vigoroso de deixar o ouvinte nocauteado. ‘Colours’ preza mais pelo eletrônico divertido enquanto ‘Run With Wolves’, repleta de riffs pesados de guitarras, fica mais centrada para o apelo rock. ‘Warrior’s Dance’ nos faz lembrar das coisas do início da banda, quando tudo era bem experimental – e mesmo sim já cativante.

Pela internet, várias questões. Seria o Prodigy a banda sensação de uma época para cair no esquecimento? Seria uma banda que hoje vive da reciclagem de sua própria sonoridade que a consagrou? O Prodigy, entre erros e acertos na atualidade, entre a dúvida e a verdade, ainda consegue passar em meu player, claro que não tanto como na década passada.

Nota: 6,0

4 pensamentos sobre “THE PRODIGY – Invaders Must Die (2009)

  1. “Breath” (Prodigy), “Block Rockin’ Beats” (Chemical Brothers) e Born Slyp (Underworld) formaram a “Santíssima Trindade” do melhor da música eletrônica da segunda metade dos 90’s!

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  2. olha, depois de ler essa resenha que resolvi baixar o álbum, mas ainda não ouvi tudo, acho q só as 3 primeiras. depois da audição completa venho aqui :]

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  3. Independente de qualquer coisa, o mais importante é que você conseguiu postar sozinho. O padrão do blog é o texto abaixo da foto, vou consertar isso, e o tamanho para a foto do álbum é altura de 150 e largura de 150. MAs isso eu te explico depois. De resto ficou bom.

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  4. Caramba, Luciano, ainda não ficou como eu queria…coloquei a foto para o canto, mas queria o texto abaixo (conforme vcs estão fazendo). Primeiro a foto tinha ficado abaixo do texto, fui lá, excluí e mudei; o texto ficou numa letra pequena, uufa, e agora consegui dessa forma (mas acho que não está tão de desacordo assim). Olha e me diz o que vc achou.

    Caramba, achei muito bacana. Demais. Os recursos, editar, apagar, mexer, excluir, a facilidade (só a imagem que ainda está me dando surra, hehe). Bem, amanhã queria colocar um texto que fiz lá no meu fotolog, e tentar fazer um outro teste. Experimentando e pegando experiência. Muito organizado o sistema do wordpress, está de parabéns.
    :)

    Abraços e um bom descanso.
    E sim, tb só trabalho até amanhã e volto na quarta (tb temos um feriadão, esqueci de comentar isso com vc via MSN).
    Tudo de bom.

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