Sons & Extras Sons!

Sons:

O novo álbum da banda nacional Wry (She Science) é uma boa surpresa entre os lançamentos atuais. Banda paulistana (Sorocaba) surgida em 1993, os “caras” sempre marcaram presença no rock alternativo brasileiro com um som acima da média da maioria das bandas tupiniquins. She Science abre com “Nothing’s Changed”, lamentando sobre a falta de mudanças (Ah ah, nothing’s changed, nothing’s changed in this world…). A música tem uma bela melodia (teclados) e uma levada no melhor estilo New Order (baixo e bateria), com bons vocais também.

Em “Disorder” temos uma levada de rock tradicional alternando com uma parede de guitarras distorcidas. Já a faixa seguinte, “Beatriz”, possui um andamento mais lento, onde a banda bebe da mesma fonte do “Violeta de Outono” – puro rock psicodélico! “Dois Corações e o Sol“ lembra os bons momentos da extinta banda nacional dos 90’s – Astromato (com um “quê” de Júpiter Maçã também!); seja na sonoridade ou na letra. “Whirlwind” prima pela beleza do dedilhado de guitarras melódicas, vocais suaves e clima etéreo; faixa digna das melhores bandas de shoegaze ou dream-pop!

Na maioria das músicas os vocais alternam entre o português e o inglês, resultado dos sete anos que a banda passou (morou) em Londres. She Science é uma boa pedida pra quem acha que não se produz nada de interessante aqui neste Brasil de sertanejos, funks, axés e pagodes! Nota 8 considerando que é uma banda nacional, apesar da falta de uma melhor qualidade na produção do álbum.

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Confiram também o trabalho interessante da também banda nacional Nancy – Chora, Matisse! (2009). Bons vocais femininos e igualmente ao Wry, alternam entre o português e o inglês, e peca na produção – Nota 7,5.

Extras Sons:

Há uma semana meu mp4 acusou uma terrível mensagem – Disk Error! Desde então fiquei sem minha “rádio particular portátil”. Pois esses aparelhos eletrônicos proporcionam que você mesmo faça sua seleção musical (arquivos mp3) permitindo a criação de sua própria programação. Quanta falta faz! Mas então aconteceu o inusitado: com a função Music com defeito, resolvi verificar a função FM Radio; e não é que descobri que a Jovem Pan Feira tem até uma programação razoável! Depois de muitos anos voltei a ouvir uma rádio. Destaque nem tanto para parte musical, e sim, para a humorística.

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Bem recentemente foi divulgada uma queda mundial significativa na venda de CDs. O que não é nenhuma novidade. A Virgin Records, uma das maiores empresas do ramo, decidiu fazer uma “queima” geral de preços nas suas lojas, com a finalidade de se livrar do estoque existente dos compact discs, já vislumbrando o fechamento da mesma (falência!). Por outro lado uma outra pesquisa já não tão atual, tinha divulgado o aumento de usuários (saudosistas) do velho e legal Vinil. Vá entender! A questão é que com a Internet e a grande quantidade de usuários fazendo downloads de arquivos de áudio, esse fenômeno (queda de vendagem dos CDs) acaba sendo algo natural. Sem falar na pirataria!

Entre o vinil, o CD e o download de arquivos de áudio; fico com o último. Nunca fui fã do CD (apesar de ainda possuir muitos e pela qualidade) e em relação ao vinil, sinto falta da arte gráfica. Havia uma magia! Aquela coisa do tato, da manipulação e do visual.

6 pensamentos sobre “Sons & Extras Sons!

  1. Engraçado, vejo todo mundo reclamar doa MP4’s, o meu nunca deu problemas e foi comprado no Feiraguai também.

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  2. a jovem pan chegou muito tarde em feira, com pelo menos quinze anos de atraso, ja nao tem relevancia pra mim, lembro de ficar buscando a melhor posiçao no quarto, com bombril na antena do som….o MP4 faz parte de mim, e sou incrivelmente azarado, ja estou no 4º, espero q este dure mais…

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  3. Sobre a queda na vendagem de discos, é um caminho sem volta mesmo, tenho lido várias reportagens falando do fechamento de grandes lojas ao redor do mundo, algumas até lendárias, coisa que anos atrás era inimaginável, mas acho que é um processo, que faz parte da dinâmica, o que talvez não esteja acontecendo é uma “resposta” eficaz por parte da indústria da música, porque atitudes como ficar perseguindo sites, usuários, etc, não tem se mostrado eficazes na resolução do problema. Acho que eles se acostumaram de uma tal forma com o modelo vigente que parecem meio que paralisados com o que está acontecendo, e olha que já há um bom tempo que o processo tá em andamento, resta saber quando vão realmente abrir os olhos. Embora talvez haja um outra explicação, os lucros eram altíssimos e eles estão diminuindo, mas ainda assim estão altos e por isso não seja algo para uma maior preocupação pro momento, mas isso é só uma especulação minha.

    Conheço uma pessoa que defende a volta do vinil pra frear esse processo, ou seja, regredir para progredir, o que não deiza de ser uma idéia interessante, mas que não acredito que venha a ser o caminho a ser seguido.

    Concluindo, anualmente a Rough Trade, junto com algumas lojas de discos promovem o Record Store Day, uma forma de incentivar o mercado de discos.

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  4. Bem observado Luciano!
    Vc disse tudo quando enfatizou que importância de tudo isso é a própria música. Somos felizardos (acho) pq acompanhamos a evolução do formato e inclusive vivenciamos a magia que o vinil exercia.

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  5. Eduardo, acho que você entendeu errado ou o texto deu a impressão de que ângelo não gosta de vinil. Na verdade, ele quis dizer que sente falta da arte grágica do vinil, inclusive ele falou que o vinil é legal.

    Eu gostava do vinil pela aura de magia, pelo tamanho da capa, do CD por não ter chiado e de MP3 pela facilidade…mas o que me importa mesmo é a música, independente do formato.

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  6. Vc acredita que estou completamente por fora do rock nacional dessa década? Uma ou outra coisa, ouvida amiúde, uma banda aqui, outra ali, e volta e meia ainda me pego ouvindo coisas dos aúreos anos do ROCK BR 80. Dia desses mesmo, estava ouvindo Fellini e Violeta de Outono. Mas, vou dar uma conferida no Wry.

    Humm, acho que vou discordar de vc num ponto: vc acha que vinil não tem arte gráfica? Nossa, acho belíssimo um trabalho que vem em vinil. Se vc pegar a capa de um ‘Sg. Peppers…’, por exemplo, e depois pegar a que saiu em CD, não há nem comparação. Fora isso, alguns vinis ainda vinham com encarte bacana. Eu tinha um vinil antigo do Midnight Oil (ainda na fase inicial deles) que vinha com as letras. Depois que consegui o CD, nem letra das músicas o mesmo tinha (um acabamento péssimo, por sinal…).

    Porém, hoje, meu formato de música é digital. E por vários motivos: não daria mais conta em ter tudo em obra física, não pretendo mais ficar gastando tanto dinheiro com música em si, temos a facilidade de ter tudo em mãos, sem depender de uma importadora.

    No mais, bom texto.
    Abraços.

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