ESSE EU TINHA EM VINIL: Bend Sinister (The Fall, 1986)

Resgatando uma idéia que eu tive para o Urge Zine, meu primeiro blog, que foi deletado pelo Blogger sem aviso prévio, retomo a seção “Esse eu tinha em vinil”, onde farei uma análise pessoal do álbum e seu contexto em minha vida.

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“Bend Sinister” surgiu numa loja de vinis aqui da cidade que costumava trazer os álbuns do selo Stiletto dentre muitas coisas legais e até então inimagináveis. Nessa mesma leva trouxeram o “Unknown Pleasures” e “Still” (Joy Division), “LC” (Durutti Column), The Felt, Nick Cave, dentre outros biscoitos finos que uns poucos se “arriscavam” a comprar – as vezes com disputas à tapas.

O The Fall é aquela banda de Manchester surgida no final dos anos 70 e que já lançou trocentos álbuns mas continua no underground. A banda é liderada pelo excêntrico Mark Smith, o cara de voz anasalada que achou que não levava jeito pra cantar mas acabou influenciando muita gente, inclusive o Pavement (vide o primeiro álbum da banda, Slanted and Enchanted).

“Bend Sinister” é o décimo álbum de carreira e conta com Brix Smith (a banda muda de formação constantemente)- esposa de Mark na época – na guitarra. Encontramos aqui a banda flertando com surf music, psychobilly, garage-rock sessentista, experimentalismo, pós-punk. É também um dos seus discos mais acessíveis do grupo, o que não quer dizer que é um disco fácil.

Há alguns clássicos perpetrados pela banda como a versão definitiva para “Mr. Pharmacist” (cover da obscura banda sessentista The Other Half), “Terry Waite Sez” e “Shoulder Pads 1”.

Ouvir o “Bend Sinister” é retornar para uma época em que eu perdia uma tarde toda ouvindo um mesmo disco num som Gradiente meia boca, mas que para mim era o máximo, e se sentir feliz e sem grande preocupações, a não ser mudar o mundo.

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6 pensamentos sobre “ESSE EU TINHA EM VINIL: Bend Sinister (The Fall, 1986)

  1. Pingback: Eu eu tinha em vinil: Thunder and Consolation (New Model Army, 1989) « love no more

  2. Cristiano, recentemente baixei a discografia deles em mp3, mas em cd nunca vi por aqui; também cheguei a acompanhar o Novas Tendências, mas nunca consegui ser premiado. David, ela é a oitava faixa no CD e a segunda do lado B no vinil.

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  3. Putz, acho que ainda tenho essa materia de jornal desses lançamentos da Stiletto. Eu, na verdade, ganhei alguns deles do José Roberto Mahr, que apresentava o Novas Tendências, e nunca mais parei de ouvir música. Isso em 89, ou 90. Muito tempo depois (acho que ano passado) consegui a minha versão desse e do Frenz Experiment em CD.

    muito bom post ;]

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