O novo que se aproveita (e bem) do velho – Parte 2

null

Vocês pensam que aquela coisa de misturar o tradicional rock com elementos africanos ou outros ritmos ficou de fora? De jeito nenhum. White Rabbits parece alguma banda nova de David Byrne (ex-Talking Heads) em certos momentos. Ahh, mas aí alguém lembra que o Clap Your Hands Say Yeah já mostrou similaridades com a turma de Byrne. Um outro pessoal de NY, o Vampire Weekend (foto), arrebenta com um disco bem simples e sem muito estardalhaço, mas que representa muito bem o que bandas como The Specials e Madness conseguiram fazer. Aquela influência da música negra que tanto contribuiu para a música se faz presente com os vampiros (mesmo em doses homeopáticas). Magic Bullets coloca a fase áurea do Gang Of Four à prova. E fazem bem feito. Os inesquecíveis riffs de Andy Gill se concretizam no minúsculo álbum do sexteto de San Francisco.

E o folk-rock também, de tanta coisa, nem teria lugar aqui com todas as suas associações. O que há de melhor hoje no cenário e nesse estilo (Papercuts, Ola Podrida, Jenny Lewis And The Watson Twins, Iron And Wine, Fleet Foxes) vem daquela escola de Neil Young, Bob Dylan, Joni Mitchell, The Byrds, Paul Simon, Carole King e outros que legaram clássicos ao mundo (mesmo usando um singelo violão e suas vozes na condução das músicas). Os anos 60 também são preferidos e exaltados por muitas bandas, entre elas: The Clientele, The Sleepy Jackson e Hal. Todas bebendo insaciavelmente de grandes nomes como The Zombies, The Beatles e The Beach Boys.

Sempre alerto aos meus colegas que compartilham de música, e que, assim como eu, gostam de conhecer coisas novas para não contarem muito com o fator ‘novidade’ ou ‘originalidade’. Poucos grupos fazem isso atualmente. O que coloquei no meu texto é apenas 1 por cento do que poderia ser encaixado na temática da escrita. Entretanto, são ótimas bandas e que trazem todo um potencial para os anos vindouros. Que podem vir mais arrebatadoras, simplesmente podem cair no esquecimento ou até mesmo acabar. Isso até não aparecer uma fazendo cópia da falecida, é claro.

VEJA TAMBÉM
+ O novo que se aproveita (e bem) do velho – Parte 1

Um pensamento sobre “O novo que se aproveita (e bem) do velho – Parte 2

  1. Dessa safra que lê na cartilha de Byrne temos atualmente uma banda que até já citei por aqui: The Hatcham Social. Se vc ainda nao conferiu dê uma coferida que vale a pena.
    Abraços.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s