PROJECT: KOMAKINO – The Struggle for Utopia (2009)

Bandas que bebem na fonte pós-punk são atraentes, mas a verdade é que algumas já começam a dar nos nervos. Project: Komakino, banda inglesa (país onde se originou a sonoridade), é mais uma que chega atrasada à celebração da música oitentista, mas o pior não é chegar atrasada é fazer um álbum de uma canção só.

“Struggle for Utopia” sofre de diversos males, um deles é a falta de ideias, outro é a repetição da mesma ideia por oito faixas. Acrescente que o vocal monocórdico começa saturar lá pela quinta música, as guitarras precisam urgentemente de criatividade e a música falta consistência, falta alma, pois tudo soa um tanto vazio no som dos rapazes.

Uma guitarrinha estridente, um baixo gordo e à frente, e um vocal grave não significa que o resultado será satisfatório, a não ser que esqueçamos de tudo que veio antes: Joy Division, Bauhaus, Sisters of Mercy, o próprio Bowie (a quem o vocalista tenta emular), Echo and The Bunnymen, ou seja, que apaguemos mais de uma década de música de nossa memória.

Ainda assim a música da banda não satisfará.

Tudo é muito básico, cru, até mesmo mal produzido.

Para aqueles que sempre criticaram o Joy Division pela falta de habilidade musical de seus integrantes, ao menos suas canções tinham uma voz, tinham alma. O que dizer do Project: Komakino? Com certeza conseguirão alguma atenção pela referência a uma canção do Joy Division no nome da banda e poderão ter suas músicas em alta rotação em festas pós-pós-punk, as mesmas em que rolam She Wants Revenge de quem estão muitíssimo próximos.

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6 pensamentos sobre “PROJECT: KOMAKINO – The Struggle for Utopia (2009)

  1. Pingback: MELHORES ÁLBUNS DE 2009 « love no more

  2. Vou ser sincero, estou com o disco em mãos, oops, no HD, mas ainda nem descompactei…Humm, sobre essas bandas que emulam a sonoridade oitentista ou ainda que são filhos/crias da linha do Joy, ouvi mais umas 2 nesta semana, o Decorate Decorate e o War Tapes. O que dizer das duas? Ambas começam com excelentes petardos de aberturas (o que é um bom sinal, em épocas de tantos lançamentos), mas, no geral, acabam fazendo um disco mediano, tipo: ouvi 12 músicas, mas na verdade parece uma coisa só (o War Tapes se dá melhor por tentar levar umas melodias mais trabalhadas, umas músicas mais elaboradas).

    Vou ouvir este disco da resenha, depois venho aqui e dou a palavra final.

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  3. Baixei o disco ontem e hoje leio a resenha aqui. Telepatia? Sincronismo? Coincidência? Grande disco!

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