Cymbals Eat Guitars – Why There Are Mountains (2009)

Pra muita gente pode não ter muito significado essa comparação, mas a música do Cymbals Eat Guitars soa como um cruzamento entre o Evangelicals e o Menomena. O Evangelicals quando pendem para o lado psicodélico mais a semelhança no timbre vocal; o Menomena devido ao vai e vem dos arranjos, que começam de uma forma, assumem outra, muda o andamento completamente e termina de forma inimaginável mais a quase ausência de refrão e clima de Jam session.

A comparação não quer dizer que o quarteto novaiorquino não tem personalidade, ao contrário, sua música é cheia de nuances, intricada e incorpora tantos elementos que parece querer enganar o ouvinte a todo instante, por isso não tente se fixar em algo específico. Nos arranjos tanto pode caber uma bateria cheia de brutalidade e vocais gritados raivosamente quanto um piano melancólico; tanto pode ter generosos riffs pesados de guitarras quanto a sua quase completa ausência, mais arranjos de metais, teclados psicodélicos e uma gama de instrumentos que se somam como numa orquestra.

Outra coisa que impressiona é que apesar de fazerem música com cara de gente grande, a banda é formada por jovens na casa dos 21/22 anos que se conheceram no colégio, como milhares de outras bandas na face da terra.

Embora a música de “Why There Are Mountains” incorpore uma infinidade de influências e referências, o que resulta é de difícil classificação e será para muitos de difícil audição. Essa diversidade faz com que a cada audição sejam encontradas referências diferentes, e por isso acabe tornando difícil enquadrar a banda, e isso é ótimo. Voltamos então ao Evangelicals e ao Menomena: interessantes, singulares e sem espaço na mídia. Será esse o destino do Cymbals Eat Guitars? Que importa? Seu debute, lançado sem uma gravadora por trás, é corajoso, pretensioso e, mais importante, não fica em cima do muro, ou você gosta ou não gosta.

4 pensamentos sobre “Cymbals Eat Guitars – Why There Are Mountains (2009)

  1. Pingback: MELHORES ÁLBUNS DE 2009 « love no more

  2. É, o hype que digo foi em relação às notas. Acho que a mínima (nos sites do metacritic) foi 7. No pitchforkmedia, se não me engano, acho que tiveram 8,5. Mas penso que eles não foram tão comentados pq apareceram numa época em que tinham outros inúmeros lançamentos. No RCD mesmo, pouco (praticamente nada) se comentou.

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  3. Já vi comentários citando ums série de bandas como influenciadoras deles, incluindo Modest Mouse, Pavement, Built to Spill, mas não vejo tantas semelhanças com as citadas. O que observo é que há muita repetição nas resenhas, alguns críticos/resenhistas/blogueiros já vão ouvir o álbum com a “cabeça feita”, e acabam repetindo os mesmos jargões. Tem sido assim com vários álbuns, os do Sonic Youth nem se fala.

    Eles tiveram hype?? Procurei informações sobre a banda e só achei algumas poucas resenhas em inglês.

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  4. Olha, vou te falar, ouvi esse disco umas duas vezes, mas quase parando…chatinho demais, não entendi o hype por cima dele. Ainda prefiro o que Pixies e Pavement (que na época alguns sites teimaram em dizer que foram influentes para o som da banda) fizeram, na melhor da humildade deles.

    E ainda fico com o Evangelicals (que brinca muito mais com vocoders, efeitos e sai um pouco mais do padrão rock) e o Menomena (que apesar de ter ouvido pouco, me interessou pelas mudanças de andamentos, pelo tocar dos instrumentos). Mas, vai que até o final do ano eu mude de ideia, passe a gostar da banda, isso se eu voltar a ouvir.

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