THE FLAMING LIPS – Embryonic (2009)

Depois de passar alguns natais em Marte, “os lábios flamejantes” estão de volta, trazendo na sua bagagem muito experimentalismo, psicodelismo e todos os “ismos” que uma “crazy trip” pode proporcionar e/ou causar! Parece que ter contato com este pequeno planeta vermelho, de pessoinhas (imaginárias) verdes não faz bem à sanidade mental; vide as “loucuras” dos últimos trabalhos do Mars Volta: é como ser atingido por um raio laser desintegrador!

A lou…, ops! A viagem começa com “Convinced Of The Hex”, conduzida por uma guitarra crua e estridente e um backing vocal oriental-incidental que em seguida se transforma em puro desespero. A guitarra continua crua e menos estridente (parece um gato miando) no “reggae cósmico” intitulado de “The Sparrow Looks Up At The Machine”; a bateria é pulsante fazendo a marcação da música.

A seguir temos a “climática” “Evil”, na qual o baixo juntamente com alguns elementos sonoros conduz o ouvinte ao espaço sideral. Ao longo da viagem temos momentos alucinados alternados por momentos de pura calmaria; confira “Aquarius Sabotage”, “If”, “Gemini Syringes”, entre outras. “Your Bats” traz uma bateria “jazzística” contrastando com um singelo teclado típico de um “sonho pop”!?

A velvetiniana “Powerless” proporciona um momento de introspecção onde uma “pirracenta” guitarra (seria a mesma que a Legião Urbana usou em O Reggae?) teima quebrar esse “momento íntimo”. “The Ego’s Last Stand”, apesar de sua introdução e dos vários elementos escondidos por detrás da música (preste bastante atenção, tem até passarinho cantando), é puro rock and roll!

Maluquice mesmo é o vocalista interagir com uma mulher bastante excitada (a mulher urra, uiva, geme, mia, late, grita etc.), “retirada” provavelmente de um trecho de um filme B-trash, em “I Can Be A Frog” (Posso ser um sapo)! Mas não só de loucuras e esquisitices vive “Embryonic”, temos beleza também na “robótica” “The Impulse”.

Se os caras do Mars Volta piraram nas suas viagens e perderam a medida nas suas experimentações, os caras do The Flaming Lips viajaram legal (legal mesmo!) na maionese quando resolveram misturar Velvet Underground com Pink Floyd, His Name Is Alive com psicodelismo dos 70’s – visionário!

NOTA: 8,5

6 pensamentos sobre “THE FLAMING LIPS – Embryonic (2009)

  1. Pingback: MELHORES ÁLBUNS DE 2009 « love no more

  2. É um diosco bastante estranho, mas bem viajandão mesmo, eu estou gostando do que estou ouvindo, quero tentar escuta-lo a noite com as luzes apagadas para ver se da pra viajar mesmo.

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  3. Seria o Flaming Lips a versão anos 2000 do Pink Floyd? Apesar de que quando eles começaram o som eram bem punk. Resenha rápida a sua.

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  4. Realmente o álbum é bem “viajandão”, mas segundo a banda a idéia foi fazer algo bem espacial, faz parte das pirações dosFlaming Lips, e que pirações bacanas. Sobre “I Can be a Frog”, as imitações dos “bichos” que são descritos por Wayne são feitas por Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, a letra é engraçada: “he said I can be a frog, I can be a bat, I can be a bear, or I can be a cat, she said I can be a lion, I can be a guillemonster, I can be a wonder Indian, I can be a helicopter, she said I can be a wolf, I can be a finch, I can be a jaguar, or a locust on the bridge, she said I can be a monkey, I can be a tiger, I can be a tornado, knocking down your wires, well it seems like she can be anything, any kind of creature she wants to be, oh it seems like she can be anything, any kind of frog, any kind of bear, any kind of monkey, she wants to be.” Complementendo, o disco é duplo e bem longo, tem 73 minutos.

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