Reeditando: Girl Talk – ‘Feed The Animals’ (Illegal Art, 2008)

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Mash-up. A palavra de ordem desse texto. O que significa? Rapidamente explicando em minhas próprias palavras, mash-up é um termo utilizado na música para citar sobreposições/colagens feitas nas canções. Fusões nas músicas que viraram praxe entre dj’s e músicos de boates/casas noturnas. Você pode juntar – por exemplo – um Beatles com LCD Soundsystem e tudo virar perfeito, sem ofender a originalidade de ambas as bandas. Especificamente é um trabalho feito por quem conhece a música em todas as suas décadas. Que trata a arte com o devido respeito em todos os seus estilos, modas e momentos da história. Aí, claro, existem os profissionais anônimos e também existem os já conhecidos dos internautas como 2 Many Dj’s e The Avalanches.

Contudo se existe a expressão popular e clichê de ‘rei’ para quem se sobressai numa arte ou profissão, então esse título se encaixa a Gregg Gillis. Desculpem-me os outros, mas, Gregg – que sobre o pseudônimo de Girl Talk já possui álbuns lançados desde 2002 – vem se aperfeiçoando a cada disco. Extrapola, exagera, ousa, experimenta toda a universalidade da música. No anterior, ‘Night Ripper’ (2006), Gillis se fez valer de 150 samplers de músicas para a composição de sua obra. Agora, em algumas entrevistas pela internet, diz que usou quase o dobro em ‘Feed The Animals’. 300? Por aí, e raramente as bandas se repetem. A cada segmento, um grupo/artista comparece inusitadamente. Dos mais velhos como Beach Boys e Roy Orbison até os mais recentes como Busta Rhymes e Beyoncé. Impressionado? Claro que neste disco temos 11 minutos a mais do que foi o anterior, ou seja, mais espaço para o Girl Talk arquitetar seus arcabouços sonoros.

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‘Feed The Animals’ se resume a uma lista que vou deixar no último bloco. É onde estão indicadas as colagens usadas em cada música. Logo, não é um disco para resenhar. Detalhar cada música em separadamente não ficaria um texto completo. O importante é lembrar que existem músicas sensações de 2007 que ainda estão frescas nos nossos ouvidos como a radiante ’15 Step’ do Radiohead inserida em ‘Still Here’. O próprio grupo de Thom Yorke volta a aparecer com trechos de ‘Paranoid Android’ em ‘Set It Off’. Até clássicos atemporais e músicas que foram sensação entre tantos ouvintes se juntam inteligentemente. ‘What It’s All About’ engloba de forma surpreendente: ‘Every Little Thing She Does Is Magic’ (The Police), ‘Epic’ (Faith No More) e ‘Close To Me’ (The Cure) no meio de incursões de rap e hip-hop. Um álbum que mostra que rock, techno, rap, hip-hop, pop sofisticado, pop radiofônico, música obscura, disco e dance podem sim formar um caldeirão apimentado e próprio para despertar nossa gula.

Por fim, se alguém ficar indagado com alguma colagem utilizada, pode verificar aqui a lista dos grupos/artistas presentes no intrigante e instigante trabalho do Girl Talk (música por música):

Veja a lista

Mas, se você é um entusiasta e gosta de decifrar enigmas, aconselho não ver essa lista e tentar adivinhar os trechos por conta própria. Gregg prova com talento que faz você gostar daquela pior banda, daquela que você mais detesta, nem que seja por meros 10 segundos.

Nota: 8,2

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