Reeditando: Metric – ‘Fantasies’ (Metric Music International, 2009)

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Por incrível que pareça, conheci mais os trabalhos de Emily Haines junto ao Broken Social Scene (colaborando nos vocais) do que praticamente no Metric (como líder da banda). Formado em NY, o grupo é radicado no Canadá. A loira ainda conta com alguns empreendimentos solos que acabou recebendo o nome de Emily Haines & The Soft Skeleton.

Porém, Metric não é apenas a vocalista Emily. É uma banda afiada, entrosada e que traz nas 10 canções de ‘Fantasies’, uma sonoridade carregada da herança pós-punk. Entretanto, e infelizmente, considero que este foi um disco que me trouxe uma relação – um tanto ambígua, diga-se de passagem – de agrado assim como de enfado. Em certos momentos, uma música brilhante como ‘Help I’m Alive’ – que abre o disco – mostra suas guitarras ágeis, peso na medida certa, vocais com efeitos, refrão pegajoso, quase um hit para o verão – cuja estação já mostra as caras. Em outras canções, falta inspiração, e mesmo com a fórmula repetida da primeira música, já não empolga tanto o ouvinte. Ouvimos um rock insosso e sem charme, a propósito de ‘Gold Guns Girls’ e ‘Front Row’.

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Em certos momentos, parece que estamos ouvindo algo novo do Garbage. Não é Shirley Manson, a ruiva, e sim, é Emily Haines em meio a guitarras casadas com esparsas nuances de elementos eletrônicos. O fato fica comprovado em ‘Satellite Mind’ e ‘Blindness’.

Como todo álbum que sofre de uma regularidade, tive, claro, meus momentos preferidos. A música de abertura (já citada), a simpática e dócil ‘Twilight Galaxy’ com a voz de Emily de uma forma mais cândida e ‘Gimme Sympathy’ que consegue trazer reminiscências de bandas dos anos 80 como Blondie e cairia muito bem numa pista de dança. ‘Collect Call’ é outro destaque. Uma canção praticamente acústica, é aqui que observamos e entendemos que o Metric tem dom musical e que poderia ter trabalhado melhor as composições do disco em geral.

Antes que possa ser confundido como detrator da banda, longe disso, afirmo que fica comprovado que há talento e intensidade nas canções compostas. Em canções intercaladas, busco aproveitar o disco ao máximo. Todavia, convenhamos, pular faixas de um trabalho musical nos dias atuais não é uma das tarefas que mais admiro.

Nota: 6,3

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5 pensamentos sobre “Reeditando: Metric – ‘Fantasies’ (Metric Music International, 2009)

  1. Obrigado pelo comentário e pela recomendação (já anotada), Abell, quanto a resenha, ela não é minha, mas de Eduardo.

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  2. Olá Luciano,

    Realmente este álbum dos Metric não é nada de especial, por isso partilho da tua opinião.
    Como já os acompanho desde o inicio, queria recomendar o primeiro trabalho “Old World Underground, Where Are You Now?” editado em 2003, que, para mim, é um dos discos desta década.

    Abraço

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  3. Amigo,
    achei muito manero este seu blog, e gostaria de propor uma parceria de favoritos…
    dá uma olhada na minha página pra ver o q tu axa, blz?
    OBS: Já coloquei seu site nos meus favoritos…
    Vlw!

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