CINEMA: The Lovely Bones (Um Olhar no Paraíso, 2009)

the-lovely-bones

Peter Jackson (Trilogia Senhor dos Anéis) traz para as telas a adaptação do livro ‘The Lovely Bones’ (Uma Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado), traduzido aqui no Brasil como Um Olhar no Paraíso.

O filme mostra a vida da família Salmon, na década de 70, encabeçada por Jack Salmon (Mark Wahlberg) e Abigail Salmon (Rachel Weisz) que tem três filhos: Lindsey, Susie e o pequeno Buckley, uma família alegre que terá sua vida marcada pelo desaparecimento de Susie, que desde o início já se sabe que será assassinada pelo seu vizinho. Susie é uma adolescente de 14 anos apaixonada por fotografias e pelo seu colega de escola, Ray. É ela que narra os acontecimentos ao longo de todo o filme, inclusive seu arrependimento pela atitude tomada que levou ao seu assassinato, o amor pela família e o ódio pelo seu assassino.

Confesso que esperava mais dessa nova produção de Jackson, que além de dirigir escreveu o roteiro junto com a esposa, Fran Walsh, e Philippa Boyens. O filme se enrola numa indefinição crucial entre suspense/crime, fantasia/espiritismo e drama/paixão adolescente. Há um vai e vem de sensações que longe de ser saudável acaba por causar uma confusão em relação ao tipo de filme que estamos assistindo, criando por muitos momentos um anti-clímax.

The Lovely Bones confunde o espectador com o seu jeito de-tudo-um-pouco, como se quisesse atingir os mais diversos públicos, em especial o adolescente.

Apesar da fotografia de cores ora vivas e brilhantes, ora monocromática e desolada, de Andrew Lesnie, se esforçar e conseguir sobremaneira dar vida ao lado ‘fantasia’ do filme, o resultado oscila entre o interessante, na cena em que as garrafas se quebram; e o previsível, a maior parte dos cenários do ‘limbo’ em que Susie se encontra. O que demonstra que essa não é a praia de Mr. Jackson ou que há muito o que evoluir. Vamos aguardar pelo seu Tin-Tin.

Um pensamento sobre “CINEMA: The Lovely Bones (Um Olhar no Paraíso, 2009)

  1. Vi esse filme e tb esperava mais dele. E posso dizer – aliás, nem vou comentar muito – exatamente o que vc disse em sua resenha. De tudo um pouco, o filme acaba levando o espectador até o final. E destaco tb a cena com as garrafas se quebrando (muito tocante essa cena, uma vez que demonstra o sofrimento e desespero de um pai ao mesmo tempo) e tb o close que é dado em algumas peças do filme, peças essas que irão transformar o final (como a gota de água congelada).

    Fico pensando que me deu até vontade de ler o livro. Acho interessante essa história, de qualquer forma.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s