CINEMA: Where The Wild Things Are (Onde Vivem Os Monstros, 2009)

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Ao escrever essa resenha, tinha intenção de elaborar o meu melhor texto até hoje. Contudo, sei que não vou conseguir. Dada a complexidade do filme em questão? De maneira nenhuma. Spike Jonze, o diretor, matiza seu filme com o que Hollywood necessita nestes últimos tempos. Criar um filme sobre criança – e não propriamente para o público infantil – que seja para todas as gerações, inesquecível, fantástico, lírico, onírico, sensível, com narrativa praticamente única, honesto, repleto de metáforas, isso, claro, sem soar para o lado complexo, e ‘cabeça’ demais.

Não conseguirei porque ‘Onde Vivem os Monstros’ fica no rol daqueles filmes que você nunca consegue delinear cabalmente, traçar os melhores momentos, e que posteriores sessões dele tornam-se imprescindíveis e obrigatórias. E tudo que ficar aqui, em minhas palavras, ainda não traduzem a beleza total do filme.

O primeiro mérito teria que vir pelo escritor Maurice Sendak. O livro, de 1963, ganhou vários prêmios até hoje. Spike Jonze pega a história e a deixa com um aspecto fiel e ainda mais detalhista. A sinopse se resume à vida do garoto Max de 9 anos (com a boa interpretação do ator mirim Max Records). Seus medos, sua solidão e um tanto quanto a incompreensão por parte da irmã e da mãe (a atriz Catherine Keener). Numa noite, após ficar de castigo, ele foge de seu quarto, e ao encontrar um barco, parte para outro lugar, encontrando por fim uma ilha habitada por monstros. Bruscamente, Max resolve se juntar aos monstros, e para fazer a amizade com eles, se passa por um rei de uma terra distante – método esse que vai funcionar em teoria.

Depois, o que vemos é um exercício de belas imagens (mesmo que alguns monstros arranquem árvores com socos) e de belos diálogos. Vale lembrar que os monstros passam por momentos semelhantes aos dos humanos: raiva, ciúme, compaixão, medos. Numa certa parte do filme, a cativante monstra KW, ao ser indagada por Max sobre família, responde: ‘como é difícil ser uma família’ (tocante). Em cada monstro com sua característica própria, Max vê o retrato de seu mundo ao lado da família.

O impacto maior do filme é a amizade entre Max e o monstro Carol. Aos poucos, Jonze vai pincelando momentos alternados entre a alegria, o amadurecimento dos personagens, o choque da verdade e o drama – e confesso que senti até medo nos instantes finais. E também derramei lágrimas. E fui dormir pensando no filme (muito tempo não acontecia comigo) e hoje, coloco no mesmo nível – sem dúvidas – de clássicos antigos tais como ‘A Fantástica Fábrica de Chocolates’ e ‘Conta Comigo’.

Mais detalhes sobre o filme (elenco, curiosidades, imagens).

Nota: 10,0

6 pensamentos sobre “CINEMA: Where The Wild Things Are (Onde Vivem Os Monstros, 2009)

  1. Sendak também é autor do desenho Os Sete Monstrinhos, que passa na TVE, e retrata a vida de uma família de monstros.
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    Gostei do filme, que pode ser assistido por todas as faixas etárias. A sua resenha resume bem o que é o filme. Um das coisas mais impressionantes foi que conseguiram fazer com que os monstros e suas construções pareçam muito reais.
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    Outro ponto positivo é a trilha sonora de Karen O and the Kids, que já estou baixando, com canções que tornam alguns momentos do filme memoráveis.

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  2. Luciano, eu sempre baixo de blogs, especificamente. Mas esse filme, foi um colega meu que baixou, passou para formato DVD pra mim e eu vi em casa mesmo. A qualidade estava boa. Ele me disse que era em DVDSCR, mas não posso confirmar a veracidade do fato. E tb considerei que as legendas estavam bem encaixadas com as falas e a tradução estava correta.

    Apesar disso, quando baixo, sempre opto pelo DVDRIP que considero a qualidade melhor. Certo?

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  3. Tô querendo assistir, mas só tô achando pra baixar em DVDSCR. Você assistiu no cinema ou baixou, Eduardo? Se baixou, qual a versão que você baixou, DVDSCR ou DVDRIP? E de qual tracker?

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  4. Esse era um dos filmes que eu aguardava (aguardo) com ansiedade para assistir. Há pouco tempo tinha lido uma resenha sobre o mesmo na Veja e outra na Folha de São Paulo; todas duas despetaram grande interesse em conferir esse filme que deve ser muitíssimo interessante!

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  5. Realmente, estou louco, ansioso e outras palavras que não sei descrever e confesso que ainda não assisti por esperar o mesmo chegar no cinema que acho eu ser uma experiência sem palavras.

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