ESSE EU TINHA EM VINIL: Unknown Pleasures – Joy Division (1979)

CERCA DE 20 ANOS ATRÁS…

CENA 1 (Cabaret Voltaire) – Eu e alguns amigos ouvindo som e conversando.
CENA 2 – Chega um outro amigo e frequentador assíduo da loja e diz:
– Vocês já viram uma loja nova que inaugurou num prédio aqui perto? O nome é Muzak. Tem umas coisas boas lá, inclusive o primeiro álbum do Joy Division.
CENA 3 (Muzak – dia seguinte ou mesmo dia) – Eu comprando ‘Unknown Pleasures’.
CENA 4 (Minha casa) – Ouvindo ‘Unknown Pleasures’ (cena que se repetiria por diversas vezes), admirado com o clima do ábum e a aura de mistério da banda.
CENA 5 (Cabaret Voltaire – alguns dias depois) – Eu e alguns amigos ouvindo som e conversando.
CENA 6 – Chega o amigo que comentou sobre ‘Unknown Pleasures’ e comenta:
– Pôxa, compraram o álbum do Joy Division. Eu respondo:
– Fui eu. Ele: (Vindo em minha direção sorrindo e com o punho cerrado)
– Vou lhe dar um murro, você me atravessou.

‘Unknwon Pleasures’ foi, salvo engano (uns 99% de certeza), o meu primeiro vinil “de verdade”.

Um álbum sombrio, misterioso, perturbador, enigmático. Pra mim uma obra indecifrável até hoje.

A foto da porta entreaberta no encarte, a capa preta com as linhas captadas por um medidor de pulsos da morte de uma estrela (isso vim a saber anos depois), a divisão dos lados em Inside e Outside, ajudam a criar o enigma em torno do disco.

A produção de Martin Hannett conseguiu limar a crueza da banda e, ao adicionar elementos eletrônicos, produzir um disco ímpar, que viria a servir como modelo para várias bandas que viriam a surgir.

Alguns dizem que foi o álbum que iniciou o pós-punk.

O instrumental é básico: baixo grave e bateria com efeitos sempre à frente, conduzindo o ritmo; as guitarras são esparsas, preferindo os riffs; e os vocais graves cantam versos melancólicos, misteriosos, poesias em forma de letras num lirismo dolorido.

Até hoje, ouvir canções como ‘New Dawn Fades’ e ‘Day of the Lords’ é ser carregado por uma nostalgia carregada de tristeza, de lembranças de outrora onde as imagens que surgem são, inclusive de meu irmão, que (por inusitado que pareça) adorava o álbum e o ouvia mais até do que eu, inclusive cantando as canções.

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