NÃO DIGA QUE NÃO AVISEI: Legion – Legião (2010)

Há alguns anos atrás, participava com dois amigos do que chamávamos de “Clube do Conto”, que consistia em cada um escrever um conto para ser lido numa sexta-feira enquanto tomávamos algumas cervejas num bar e atualizávamos o papo. Bem, o que tem isso a ver com Legião? Alguém pode estar se perguntando. É que um dos meus amigos escrevia contos enormes que mais pareciam roteiros de filmes de suspense/terror, e alguns eram mesmo muito bons, tanto que brinco com ele, dizendo que teria uma chance como roteirista em Hollywood. Aí encontramos o ponto em comum entre a minha historinha e Legião. Um roteiro bem elaborado, que, aliás, parece ser algo que falta em 80% dos filmes que saem de Hollywood. O de Legião, de autoria do próprio Scott Charles Stewart (Diretor), em parceria com Peter Schink , chega a ser cômico. Em alguns momento me fez sentir envergonhado de assistir um filme com uma idéia tão frouxa, tão absurda, tão sem sentido: Deus perdeu a fé na humanidade e resolveu enviar um de seus anjos (Gabriel) para acabar com a humanidade, ajudado por uma legião de zumbis. Contra os planos do Todo Poderoso, o anjo Miguel (Paul Bettany) decide literalmente cortar suas asas e viver como “homem”, buscando o que seria a última esperança para a humanidade, uma criança que irá nascer de uma garçonete mãe solteira que vive numa lanchonete de beira de estrada no meio ao deserto, apropriadamente chamada Paradise Falls (Queda do Paraíso), comandada por um Denis Quaid completamente perdido e desperdiçado num filme onde nada faz sentido. Como explicar, por exemplo, que o anjo Gabriel precisa usar uma armadura? Ou que Deus precisa enviar uma legião de zumbis para destruir a Terra? Ou, ainda, que Deus não sabe exatamente o que quer, fato evidente na frase que Miguel diz para Gabriel e pretende resumir a idéia do filme: “Você deu a Ele o que Ele pediu, Eu dei a Ele o que Ele precisava”. Num filme que pretende ser um suspense com tons apocalípticos, Legião consegue mesmo é provocar risos, como na cena muito engraçada em que uma velhinha é possuída e corre pelas paredes.

Quer tentar? Vá lá, mas não diga que não avisei.

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