SONS & EXTRA SONS (7): Música para crianças / Tempo passa rápido!

Sons:

    

Desde 2004, quando Adriana Calcanhoto gravou um álbum de músicas para crianças, sob o pseudônimo de Adriana Partimpim, alguns artistas também resolveram explorar esse filão musical. De lá para cá, surgiram excelentes e interessantes trabalhos do gênero ou, pelo menos, algo mais “inteligente” e de melhor qualidade (esqueçamos um pouco os “Só pra baixinhos…” da vida!) para o público infantil ou infanto-juvenil… Ou para todas as idades! Entre trabalhos produzidos nesses últimos 6 anos, tivemos: Veveta & Saulinho – “A casa amarela (2008)” (Ivete Sangalo e Saulo Fernandes), o próprio “Adriana Partimpim (2004)”, Banda de Boca – “MPB pras crianças (2009)”, Arnaldo Antunes,  Edgard Scandurra & Cia. – “Pequeno Cidadão (2009)”, “Adriana Partimpim 2 (2009)” e o “saído do forno” Pato Fu – “música de brinquedo (2010)”.

Ao longo desses álbuns todas as fórmulas e sonoridades são exploradas: cantigas de ninar, cirandas, covers (versões), brinquedos musicais, tributos, crianças cantando (não cantoras, se é que me entende), marchinhas, ecletismo, recursos eletrônicos, etc. Músicas pra todos os gostos e estilos! A idéia geral é proporcionar às crianças muita diversão com informação e criatividade, resgatando até um legado musical. Particularmente, achei o primeiro Adriana Partimpim muito legal! O que dizer de músicas como “Oito Anos”, “Saiba” e a delicada versão pra “Fico Assim Sem Você”? Maravilhosas! Partimpim 2 é a evolução natural do primeiro. Muito bom!

Pra quem não conhece, a Banda de Boca é um grupo vocal de Salvador, que mistura música a capella (música vocal sem acompanhamento instrumental) com beat box (percussão vocal e/ou imitação vocal de efeitos ou instrumentos), resultando num trabalho de alto nível (técnica) musical. Em “MPB pras crianças”, versões bem elaboradas de clássicos da música brasileira são de encher os olhos… E os ouvidos também! A versão para “A Lua” (MPB4 – Renato Rocha) ficou magnífica.

“Pequeno Cidadão” é um trabalho mais despojado, mas nem por isso menos interessante.  Quanto ao “música de brinquedo”, inspiração no projeto instrumental “Rockabye Baby Lullaby”, do Pato Fu,  é um álbum de covers (“Primavera”, “My Girl”, “Live And Let Die”, “Todos Estão Surdos”, etc.), no qual só foram utilizados instrumentos musicais adaptados de brinquedo. O resultado é muito interessante e divertido! Basta observar a participação “natural e inocente” das crianças nas músicas, que nota-se o quanto um álbum pode trazer um brilho de sol ou um sorriso no rosto. A versão para “Pelo Interfone” (Ritchie) é uma gostosa “bagunça” musical.

Há quem preste “serviço de utilidade pública musical” aos pais!

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Extras Sons:

Vez ou outra ouço sempre alguém comentando sobre o tempo: “Ah, como o tempo anda passando rápido (que de costume)!” Também compartilho desse sentimento que ultimamente se apresenta de forma mais intensa. Num espaço de duas semanas, ouvi pelo menos três pessoas fazerem o comentário citado! Será que é verdade esse fenômeno? Existem estudos científicos que relacionam o aumento da atividade solar com o campo magnético do planeta. O aumento do primeiro resulta na redução do segundo e, consequentemente, o aumento da “Freqüência de Schulman”, tornando a duração real de um dia menor que 24 horas. Daí esse sentimento do “tempo passa rápido”.

Outra consequência é que isso pode afetar psicologicamente os seres humanos, visto que certas aves que se orientam pelo campo magnético terrestre, estão ficando desorientados em algumas partes do mundo devido a ausência total do campo magnético (“Ponto Zero”). Talvez isso também explique certas atitudes incompreensíveis e inconsequentes que muitas pessoas andam tomando! Atitudes imediatistas, impenssadas… Fanatismo, fúria, transferência de frustrações, agressão, intolerância, violência gratuita, hedonismo, etc. Ah, como era bom ser criança e não se preocupar com o futuro! Não se preocupar com o tempo passando!

 

Um pensamento sobre “SONS & EXTRA SONS (7): Música para crianças / Tempo passa rápido!

  1. Legal perceber que com a decadência dessas louras apresentadoras de programas infantis que além de alienar via TV, elas achavam que também eram cantoras (?). Depois que elas caíram no marasmo o mercado musical voltou a apostar num filão que andava esquecido e lançou excelentes trabalhos infantis que também muita gente grande se delicia. Nossos ouvidos não aguentavam mais Xuxa, Xaxa e Cia.
    Diante de todos os discos citados, os meus preferidos são os da franquia PARTIPIM e o novo do PATO FU. Que venham mais discos bacanas assim, nossos ouvidos agradecem e muito.

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