REEDITANDO: Klaxons – Myths Of The Near Future (2007)

Os rapazes Jamie Reynolds, James Righton e Simon Taylor, depois de alguns singles, lançam o début ‘Myths Of The Near Future’. E antes mesmo do lançamento, eis que surge o tal fenômeno do hype e muitos diziam que Klaxons seria a próxima grande banda a surgir. Verdade ou não, considero que Klaxons fica num meio termo. Nada de grande banda como também nada de horrível.

Até acharia melhor que a banda ficasse numa espécie de EP ou num disco menor. Isso porque o álbum é muito bom em um pouco mais de sua metade (7 músicas especificamente) e depois cai num cansaço semelhante a que outras bandas apresentam. E as canções que abrem o disco são exatamente as com poderio de hits instantâneos. E isto já está acontecendo, pois ‘Golden Skans’ com seus vocais cheios de ‘uh-uhs’ e ‘oh-ohs’ já toca exaustivamente em vários lugares. Banda com sinônimo de fábrica de hits ou não, uma das melhores canções de 2007 vem deles, ‘Two Receivers’, uma abertura excelente, com batida tribal que vai crescendo, vozes se duelando e um peso que lembra os melhores momentos de bandas do punk e pós-punk.

Ainda há momentos que soam como se fizessem parte de um disco do The Raptures ou grupo semelhante. Aquela canção dançante sem perder o charme pop-rock se faz presente em ‘Atlantis To Interzone’, uma espécie de música indie-dance que 99% das pessoas teria orgulho de tocar numa festa entre amigos. A levada da música com sirenes, vozes descontroladas e guitarras em peso compõem um ritmo acelerado e esquizofrênico, gerando uma canção do tipo caia-na-pista-sem-saber-dançar-e-sem-se-importar-com-quem-está-olhando. E duvido quem vai ficar parado depois de ouvi-la. Vale lembrar que o nome é uma referência à obra ‘Almoço Nu’ (Naked Lunch) do escritor William S. Burroughs, um dos principais da geração beatnik americana nos anos 60.

Nem figuras importantíssimas da história musical escapam ilesas do trio. Isso se comprova facilmente na letra de ‘Totem On The Timeline’, um pop-punk para não se levar a sério. Na letra nonsense, a ironia se apresenta no trecho ‘club 18 30 I met Julius César, Lady Diana and Mother Teresa’. E não é que o refrão gruda no cérebro mesmo?

‘Isle Of Her’ é outro momento desvairado do álbum. Um baixo nervoso junto com coro formando frases repetidas. Quase um mantra hipnótico. ‘Gravitys Rainbow’ aparece com um instrumental agressivo, tecendo um rock bem suingado, também próprio para a pista de dança. Nestas duas composições, ficam bem perceptíveis as influências da banda, sobretudo de grupos dos 80’s como Gang Of Four.

Na soma final, não há novidades. Uma pasteurização do que se ouve por aí. Um disco que traz influências mais diversas possíveis e que traduz o que acontece na maioria do cenário musical atual. Música para entretenimento? Para não ser levada a sério? Interprete como quiser. Numa festa ninguém reclamará. Só falta saber se com o próximo álbum, Klaxons não se constituirá em mais um mito de um futuro próximo.

Nota: 7,0

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