SAIU DO FORNO: Microbunny – 49 Swords (2010)

Lá se vão seis anos desde que o projeto canadense Microbunny lançou seu último álbum, ‘Dead Stars’. Em 2001 haviam debutado com o ótimo álbum homônimo, tão pouco comentado mas item indispensável na discoteca de qualquer fã de trip-hop. Al Okada, um multinstrumentista, era (e ainda é) o sujeito por detrás das canções do grupo, Tamara Williamson era (deixou de ser) a voz que dava alma às idéias musicais de Okada, cheias de influências de jazz. Passados seis anos, o cara resolve retornar o projeto, lançando esse ‘49 Swords”, agora com Rebecca Campbell assumindo os vocais, em substituição a Tamara. O Microbunny versão 2010 é um pouco, apenas um pouco, menos soturno que o de anos atrás. As atmosferas quase aterrorizantes que Okada, fã confesso de Brian Eno e David Lynch, costumava criar utilizando-se de sintetizadores e teclados, transformaram-se em camadas de teclados viajantes. Duas coisas que não mudaram: as experimentações através de canções curtas, como se fossem trilhas incidentais; e as influências jazzísticas, agora mais presentes. As canções ganharam também mais guitarras, e a voz de Rebecca soa menos melancólica que a de sua antecessora. Dito isto, ’49 Swords’ soa menos denso, mais ainda um tanto enfumaçado, que os álbuns anteriores e também menos trip-hop, caindo mais para o lado nu-jazz. Boa parte das canções são instrumentais, nas que Rebecca canta, destacam-se ‘Gravity & Air’ e ‘Blue September Blues’.

+ Interessados em conhecer o som da banda podem encontrar todos os álbuns para baixar aqui.

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