MUSIC NON STOP: Violent Soho, Helmet, Menomena

Violent Soho – Violent Soho (2010)

Esse quarteto australiano de Brisbane cresceu ouvindo bastante Nirvana, Pixies e Smashing Pumpkins, ou seja, algumas das melhores bandas dos anos 90, não poderia dar outra, sua música é anos 90 na veia: grandes doses de distorção, vocais raivosos berrados e pegada fortíssima de bateria. Em seu segundo álbum, lançado pelo selo Ecstatic Peace! Records, capitaneado por Thurston Moore (Sonic Youth), se aproximam de seus conterrâneos do The Vines, tirando o lado sessentista daqueles. Para encontrar as três bandas acima citadas, vá na sequência que abre o álbum: ‘Here Be Dragons’, ‘Jesus Stole My Girlfriend’ e o rolo compressor ao melhor estilo pumpkiniano de ‘Generation’. No geral, não acrescentam muita coisa.

***

Helmet – Seeing Eye Dog (2010)

Qual não foi a surpresa ao saber que o Helmet estava com um disco novo na praça. Seu novo álbum reza na cartilha criada por eles mesmos nos anos 90 com o ótimo e jamais igualado ‘Meantime’ (1992): riffs graves e econômicos, vocais agressivos e batidas secas de bateria. É como diz Page Hamilton: “Não somos uma banda de metal, nem hardcore, somo apenas Helmet. ‘Seeing Eye Dog’ chega quatro anos após ‘Monochrome’, álbum de 2006 que não foi muito bem recebido. O novo trabalho de Page Hamilton e Cia (agora um trio), não decepciona, é uma pedrada de barulho que rememora seus trabalhos iniciais. Ainda segundo o vocalista, a intenção é fazer uma tour e tocar todas as canções do disco: “Eu realmente, de verdade, quero tocar o disco inteiro. Há apenas uma faixa no álbum que não tem como executar ao vivo”, referindo-se talvez a ‘Morphing’, faixa que destoa de todo o resto do álbum, por agregar violoncelos, clarinets e violas. Então, que conhece o ‘Meantime’e ‘Bety’ já tem uma idéia do que vai encontrar no novo álbum.

***

Menomena – Mines (2010)

Em 2007 o Menomena deixou muitos desconcertados com seu álbum ‘Friend and Foe’ (um dos mais interessantes daquele ano), com uma música que seguia por caminhos os mais diversos e mudanças de andamentos dentro das canções que surpreendiam, uma colcha de retalhos que exigia paciência e “ouvidos” abertos para descobrir um grande álbum. Em ‘Mines’, o trio resolveu seguir um caminho mais “convencional”, com canções mais diretas, resultando num álbum mais palatável, isso significa que pretendem ou conseguirão sucesso? Ou que perderam a pretensão? Acho que não! Essa tendência (mais convencional) já havia aparecido no Intuict, do Ramona Falls, projeto do vocalista Brent Knopf. ‘Mines’ está então mais próximo de ‘Intuict’ que de ‘Friend and Foe’. Já não há tantas peças a juntar, mas ainda assim é uma música de digestão difícil, principalmente para quem está iniciando no universo desse trio de Portland. Para quem quer canções fáceis, o mundo do Menomena não é o lugar mais indicado, mas se quiser tentar, ‘Mines’ é o álbum mais indicado. Então vá direto em ‘Killemall’ e quem sabe você chegará perto do seu obetivo.

________________________________________________________

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s