SAIU DO FORNO: Interpol – Interpol (2010)

Duas coisas intrigantes em relação ao novo álbum do Interpol: o nome da banda se desfazendo na capa, ou se reintegrando, dependendo do ponto de vista; e em um quarto álbum a banda usar o próprio nome, mais comum no disco de estréia. Dito isto, vamos imaginar? Não custa nada. Vamos então imaginar que a idéia de Carlos D fosse de um álbum com elementos orquestrados, como chegou a comentar Paul Banks em entrevista, já que o baixista andou envolvido em trilhas sonoras, e que não foi dado espaço para essas idéias. Após esse exercício de imaginação, voltemos ao novo álbum do Interpol que temos em mãos: alguma orquestração? Algo de “totalmente” novo, como Banks chegou a comentar? Seria esse o novo álbum do Interpol que teria o baixista em mente? O novo álbum do grupo novaiorquino, longe de mostrar algo de novo, traz uma coleção de canções que poderiam constar em qualquer dos seus três álbuns, mas sem acrescentar-lhes nada, para melhor ou para pior. Há, sim, a adição de pequenos elementos eletrônicos em várias canções, como em ‘Summer Well’, ‘Try it On’ e ‘All of the Ways’. Percebe-se que o Interpol alcançou um ponto que muitas bandas conseguem após alguns discos: possuem domínio sobre sua música, conseguem compor canções com o que podemos chamar de “selo de qualidade”. Em muitas bandas, isso gera acomodação, lançam álbuns que, apesar de não serem ruins, apenas repetem fórmulas de outrora. E é assim que soa o novo álbum da banda. Não é ruim, e consegue ser superior a muitos dos lançamentos desse ano, mas isso não o tira do que se pode chamar de contentamento com a medianidade, que a banda parece se encontrar. Talvez a banda esteja sofrendo com o que disse o baterista Sam Fogarino em entrevista: “A perda da inocência”, o que se reflete no conjunto da obra. Voltemos então ao nosso exercício de imaginação do início, para imaginar como soaria um disco do Interpol com orquestrações? Fica para um próximo álbum então?!

5 pensamentos sobre “SAIU DO FORNO: Interpol – Interpol (2010)

  1. Sobre o Editors, Eduardo, achei interessante a mudança deles, embora o resultado não tenha sido dos melhores. Achoq ue eles precisam “evoluir” a fórmula, porque esse último álbum eles pareciam estar aprendendo a lidar com a eletrônica, ou talvez tenha faltado a mão de um produtor.

    Neto, muita gente torceu o nariz pro OLTA, e é um álbum que eu também gosto, mas nesse último a banda perdeu o fôlego, criando um álbum bem monótono, eles parecem cansados de si mesmos.

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  2. Gostei bastante do ‘Our Love to Admire’, e esse quarto album não fica tão atrás assim não. ‘All Of The Ways’ e ‘Memory Serves’ são meu hype nesse disco.

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  3. Ahh, quando digo ‘filhos do Joy Division’, me refiro à classificação – até pejorativa, diga-se de passagem – a como chamaram algumas bandas influenciadas pelo Joy, como Diego, Interpol, Editors, etc…

    A banda que quis dizer, que considero que apresentou melhorias e avanços em sua sonoridade (no comentário acima) foi o Editors. Isso para que minhas ideias não fiquem sem sentido, detesto isso.

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  4. Vc expressou (em parte) o meu pensamento sobre o disco. A bemd a verdade, achei ele mais para fraco do que para regular…vou colocar regular por respeito a banda, até.

    E eles não apresentaram a mudança necessária para depois de 3 ou 4 discos…coisa que os outros ‘filhos do Joy Division’ já apresentaram.

    Mas, sem comparações, sei lá, algo que vc ouve, volta a ouvir, e mesmo num dia mais feliz de sua vida, não te conquista, não te chama a atenção, não pode ser coisa boa…

    E tb acho que o anterior tinha até um pouco mais de qualidade do que esse.

    Luciano, deixei um racado lá via Orkut.
    É um aviso, a bem da verdade.
    Mas, estou dizendo que devo postar somente dia 20 agora (nesta faixa).
    Precisar sair nestes dias, e pra onde vou, internet é artigo de luxo.

    Abraços.

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