SAIU DO FORNO: Teenage Fanclub – Shadows (2010)

O novo álbum dos escoceses do Teenage Fanclub poderia se chamar também “Manual Prático de Como se fazer Canções com Melodias Certeiras – Capítulo 8”, que se encaixaria perfeitamente. Nesse manual, construído ao longo de vinte anos de carreira e dez álbuns, os capítulos 1 e 3, respectivamente “Bandwagonesque” e” Grand Prix”, são os mais interessantes, e que quase definiram por completo o que a música do grupo viria a ser. “A Catholic Education” e “The King”, apesar de serem na verdade os primeiros álbuns do grupo, não captam a sonoridade que o Teenage seguiria a partir do lançamento de “Bandwagonesque”, pra mim seu melhor disco ao lado de “Grand Prix”. Para escrever esse novo capítulo de sua história, Norman Blake e seus colegas levaram quase cinco anos (“Man Made” é de 2005), tempo demais para qualquer banda iniciante, mas não para um grupo com uma carreira já “estabelecida” como o TFC. A primeira pergunta é: A espera valeu à pena? “Shadows” é um disco bem coeso, apresentando de forma bem condensada algumas das melhores qualidades da banda: belas melodias e harmonias vocais, herança de bandas como The Byrds e Big Star. É um álbum onde predomina a suavidade,com canções recheadas de elementos que buscam acrescentar sutilezas e elegância aos arranjos (piano, viola, slide guitar, hammond e cordas), conseguindo seus momentos mais interessantes em “Sometimes I Don’t Need to Believe in Anything” e “Baby Lee”, e a pinkfloydiana “Today Never Ends”, embora em um ou outro momento careça de uma maior “empolgação” como em “The Past”. Se a espera valeu à pena? Considerando que o grupo mais acerta do que erra, “Shadows”, com suas agradáveis canções que podem ser ouvidas a qualquer momento, pode ser descrito como um capítulo intermediário no manual TFC, o que não é ruim para uma banda com vinte anos de carreira. E se me perguntarem qual nota eu daria, seria um 7,8.

2 pensamentos sobre “SAIU DO FORNO: Teenage Fanclub – Shadows (2010)

  1. Pois é, Marcos, no geral, o disco me agradou. Não é um disco deslumbrante, mas agradável de se ouvir. E concordamos em relação a “Baby Lee”.

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  2. Adoro o Teenage, mas achei esse disco um dos mais chatos de toda a discografia da banda! O único tema que me fisgou foi “Baby Lee”, uma pena!!!
    Fiquei surpreso com sua resenha, Luciano. Tivemos impressões bem díspares.

    Abraços.

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