GUIA DAS SÉRIES: Breaking Bad

Sempre advirto para esse meu guia que eu posso entregar algum SPOILER. Então, caso não se importem, sigam adiante.

Emissora dos EUA: Canal AMC
Anos de exibição: de 2008 a 2010 (por enquanto).
Temporadas: 3 (a princípio, aconteceram boatos de não haver a quarta temporada, mas a rede AMC já encomendou para julho de 2011).
Episódios contabilizados: 33
Criador: Vince Gilligan
Observação: No Brasil, não encontrei tradução. Mas em Portugal, a série ganhou o nome de ‘Ruptura Total’.

Quando um amigo meu veio me passando o primeiro episódio de Breaking Bad, já me relatando toda a sinopse, frisando que a série tinha sido até assunto da Revista Veja, pensei que essa série não tinha tanto a oferecer. Isso porque, convenhamos, o tema central da narrativa já está um tanto quanto batido: um chefe de família descobre que tem uma doença terminal e fará de tudo para dar um futuro melhor e estabilidade financeira a seu filho (que tem paralisia cerebral) e à sua esposa, uma vez que a morte torna-se algo iminente. Você, com certeza, já viu essa trama em algum filme.

Porém, com belos trunfos, cliffhangers, carregada de ação (mas nada da ação exagerada), suspense, tensão, emoção e drama (de você derramar aquela lágrima ao final de alguns episódios), Breaking Bad tem seu diferencial. Pra começar, as armas do professor Walter White (Bryan Cranston) – na maioria das vezes – são regidas pela Química, ciência na qual é especialista e um ás, chegando até a ter remorso por não ocupar um cargo numa área mais remunerada e por ser um mero professor. Isso, claro, é explicado ao longo da trama, e o espectador sofre com a história de White (pegue o exemplo do profissional que merecia algo melhor, mas fica fadado ao ostracismo). Não fosse apenas isso, White é um belo exemplo de personagem esférico, mas não ao ponto de perder suas características de bom pai, marido e profissional; pois tudo que ele está fazendo é consequência de uma não valorização de seu profissionalismo, como também uma forma de garantir um futuro no qual ele possa fazer falta à sua família.

Os outros personagens não deixam a desejar. O parceiro e ex-aluno de Walter na produção de metanfetamina, Jesse Pinkman (Aaron Paul), é aquele estereótipo do drogado que é expulso de casa, não termina a escola, sequer tem responsabilidades, mas que ao longo da série passará por algumas mudanças bruscas, aprendizados e sua relação (ora conturbada, ora paternal) com Walter é um atrativo na narrativa. E trazendo o melhor dos filmes policiais, ainda temos Hank Schrader (Dean Norris), agente do DEA e cunhado de Walter, que faz uma aferrada luta contra os produtores da droga. E as cenas com Hank são sempre cheias de tensão trazendo mais um estopim para a trama, pois ele sequer sabe das atividades de seu cunhado.

A abertura do seriado também merece louvor. Simples, mas com os nomes do elenco sendo realçados na cor verde (em contraste com a branca) onde sugerem letras que são símbolos dos elementos da tabela periódica. Como a Química é a mola mestra do enredo, importante ressaltar como White se faz valer da ciência para se sair de certas situações. Todas situações verossímeis que até nos deixam com vontade de voltar às aulas dessa matéria.

Um amigo meu costuma dizer que Breaking Bad é vida. Sim. O que acontece com o humilde Walter, poderia acontecer com qualquer um. E qualquer pessoa, talvez, pensaria em agir como o protagonista num momento extremo de sua vida. É realidade. É a fronteira entre o que é ser vilão e ser mocinho. Numa mistura de vários gêneros, a série traz de tudo um pouco o que já vimos até hoje na sétima arte, de uma maneira até revisitada e bem elaborada. O que dizer de um primeiro episódio que já começa com alguém fugindo sem as calças, num trailer (lá nos EUA chamado de RV) a toda velocidade e ao seu lado, uma pessoa desmaiada (ou talvez morta)? Isso é Breaking Bad. Esteja preparado.

Próxima série: Fringe (aguardem)

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