CLÁSSICOS: Gang Of Four – Entertainment! (1979)

Banda inglesa de Leeds e contemporânea do Sex Pistols e The Clash, debutou com um álbum matador e cheio de pegada: “Entertainment!”. Um pequeno caldeirão musical onde você encontra indícios do que seria o pós-punk. Temos aqui o punk, new wave e dance-rock, com pitadas discretas de reggae! Observa-se o baixo marcante de Dave Allen em primeiro plano; bateria (Hugo Burnham) e guitarra (Andy Gill) econômicas e eficientes; vocal preciso e cheio de energia de Jon King. Destaque para as três primeiras faixas: “Ether”, “Natural’s Not In It”, “Not Great Men” e, seu maior hit – “At Home He’s A Tourist” (entrou no top 40 britânico de 1979).

Apesar de algumas semelhanças com o próprio The Clash, Devo, etc… Nota-se que influenciou muitas bandas: Titãs, The Rapture, Franz Ferdinand, Bloc Party, Editors, Radio 4, etc. Seu segundo álbum, “Solid Gold” (1981), dá continuidade ao bom trabalho iniciado com “Entertainment!” e também pode ser considerado um clássico. Esta estréia do Gang Of Four é rock no seu estado bruto, direto e que empolga. Não deixe de conferir!

4 pensamentos sobre “CLÁSSICOS: Gang Of Four – Entertainment! (1979)

  1. Engraçado, fui gostar somente do Gang Of Four depois de 2000, com a facilidade da internet.

    Até então, eu tinha ouvido por alto, nunca comprei vinil deles, e sequer tinha fita k7 gravada, uma vez que todos meus amigos que ouviam música não davam muita importância ao grupo (sim, acredite).

    E tb fiquei P da vida uma vez que peguei o finalzinho de um vídeo deles na MTV (quando a MTV era a galinha dos ovos de ouro ainda) e sempre ficava pensando: caramba, qual a sonoridade dessa banda? Lembra o q? Pq é tão importante assim?

    Quando vc ouve, claro, as respostas vem de forma clara, tudo é esclarecido. Tb gosto dos discos que não forma tão bem falados assim, que é quando citam já o declínio da banda, mas, considero que o grupo sempre fez composições boas, mesmo numa fase ruim, como a própria música ‘Cadillac’ lá nos anos 90.

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  2. Bem lembrado. Uma informação bastante interessante que vem até complementar a matéria.
    Valeu Luciano!

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  3. Uma das coisas interessantes nesse álbum, além das que você citou, são as letras ácidas, que criticam as mazelas da sociedade capitalista, como se sabe a banda tinha um postura de esquerda. E na capa tem uma sacada interessante, que não dá pra ver no tamanho que aparece no blog: um índio e um cowboy apertando as mãos, com algumas frases ao redor: “O índio sorri, ele acha que o cowboy é seu amigo. O cowboy sorri, ele está feliz achando que o índio é tolo. Assim ele pode explorá-lo”.

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  4. Parte deste texto foi publicado no Sons & Extras Sons (1); logo, é quase uma reedição do mesmo. Considerando que é um clássico de fato, não poderia deixar de ser comentando nesta nova seção do blog!

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