FIVE STAR HOTEL – This Sound (2010)

Final de 2010, praticamente. Muitos preocupados na elaboração das listas dos melhores do ano na música. Muitas coisas podem passar despercebidas, ou então, como sempre costumo ironizar, no próximo ano (neste caso, 2011) você encontra um link, fica curioso e baixa o disco. E ele, o álbum, pode até constituir uma espécie de remorso por não ter sido incluído na lista. Um TOP remorso, mais ou menos assim?

Nas minhas constantes viagens na escrita, costumo perder o sentido do texto e redigir, muitas vezes, sensaborias e uma constante evasão do tema de minha resenha. Por quê? ‘This Sound’, álbum da banda grega Five Star Hotel pode não ser o seu disco de 2010, mas traz surpresas sem muito alarde, já é algo com uma certa atipicidade por justamente quase não se falar da Grécia na música; por surgir numa época (final de ano) em que a cesta de natal é mais importante do que discutir os vazamentos. Além disso, o internauta está ali, arrumando sua listinha, já empanturrado de tanto disco que ouviu em 11 meses ou prefere já escutar algo de 2011.

O Five Star Hotel é bom. Nada de espetacular. Não vai aparecer em 1% das listas. Talvez nem seja lembrado posteriormente. Ele entra para o rol das bandas arredias à mídia, quietas, esperando uma oportunidade. Porém, faz um álbum simpático, sem muita produção, parece até com aqueles grupos que participam em festivais de música ou mesmo aqueles festivais de colégios (de bandas que estão iniciando). Mais uma vez, um grupo que emula a sonoridade 80’s e 90’s. Sobretudo, achei muita semelhança com Pulp e com Charlatans. Mais um pouquinho de Blur, de Inspiral Carpets, sabe aquela turma do notável Britpop que embalou muito nossas tardes de domingo? Então.

‘Underground’ é muito Pulp. E em certos momentos, parece que temos um Jarvis Cocker cantando seus ‘uh-lá-lá-lás’. Aquele baixo que te faz quase dançar com teclados esparsos está lá, dando o ingrediente eficaz da bela música. Aliás, baixo e bateria são velozes, quase nocauteando o ouvinte, exemplo real em ‘Penthouse’. A canção muda de sonoridade e lembra até um pouco Franz Ferdinand do primeiro disco.

A banda traz ecos do techno-pop dos 80’s. Fácil de afirmar isso ouvindo a grudenta ‘Minimal’. Como já disse antes, não é copiar/emular, é saber fazer isso, e neste caso, o Five Star Hotel conseguiu. ‘She’s Got The Stars’ consegue fazer um rock dançante que não deixaria ninguém parado numa festa. ‘This Sound’ é outro momento que merece destaque.

Caso eu esteja numa mesa de bar com os amigos, e alguém falar do Five Star Hotel, eu saio. Não quero ser do contra, nem a favor. Como dois lados de uma moeda, não vou mentir, o grupo grego fez um disco bom e com méritos. O problema é que a banda precisa mostrar maturidade, inovar no som, um disco mais coeso, buscar identidade própria, sair um pouco da sombra das bandas já citadas aqui. De qualquer forma, o FSH me lembrou algo de college radio (R.E.M. começou assim). Tive essa sensação. Banda novata que desperta curiosidade e que sequer conta com um sucesso repentino. Tocando para poucas pessoas (mesmo que no vídeo seja algo patrocinado pela Coca-cola). Pelos próximos trabalhos, veremos até onde o FSH vai chegar.

Nota: 7,0

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