MUSIC NON STOP: Sequence Theory Project, Blessure Grave, Me You Us Them

SEQUENCY THEORY PROJECT – Toyland (2010)

O obscuro grupo grego STP se define como uma banda não comercial que deseja expressar seus sentimentos em relação ao que acontece no mundo. Em sua página no MySpace o grupo deixa clara suas posições políticas, declarando-se contra quaisquer tipo de discriminações, guerra e abusos, principalmente de crianças. Seu álbum foi lançado apenas digitalmente, é composto de oito faixas, e segue o caminho perfeito do trip-hop no estilo do Portishead, com momentos que se aproximam do drum’n’bass. Os climas são densos, criando atmosferas decoladas e envolventes, onde se destaca os dotes da vocalista Theofana. “Erasers”, a faixa que abre o álbum, ou “Birthday Song” podem constar tranquilamente em qualquer coletânea das melhores canções trip-hop.

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BLESSURE GRAVE – Judged By Twelve, Carried By Six (2010)

Alguns dirão que nada mais causa estranheza, mas ainda me surpreende saber que o duo T. Graves and Reyna Kay ou Blessure Grave é uma banda oriunda da litorânea e ensolarada San Diego (Calfornia) e fazem música de tons e para dias cinzentos, tendo estudado na prolífica escola oitentista inglesa, onde se incluem nomes que vão de Death in June a The Cure, Killing Joke a Joy Division. Com aspectos bem próximos do minimalismo, eles exploram principalmente efeitos de guitarra dispersos e baterias tribais, embora o mote de tudo pareça ser os vocais desesperados/agonizantes. Para os não acostumados nesse tipo de sonoridade soarão por demais estranhos, góticos; para aqueles que ainda escutam seus álbuns de trinta anos atrás, uma releitura de tudo que foi feito na época. Entre o tudo e o nada, entre a grande quantidade de canções e o curto tempo da maior parte delas, entre os arranjos que oram soam desleixados propositalmente ora perfeitamente acabados, alguns momentos de interesse como em “A Thousand Drums” e “Stop Breathing”.

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ME YOU US THEM –  Post-Data (2010)

Desde que o My Bloody Valentine voltou à ativa o que mais se especula é quando lançarão um novo álbum de inéditas. Dada a quantidade de seguidores fazendo releituras e algumas bem interessantes, parece que Kevin Shields e seus companheiros estão sendo bem cuidadosos no que diz respeito a lançar um novo álbum, afinal correm o risco de no mínimo se igualarem aos seus alunos. Já Pensou?! Claro que o My Bloody Valentine é o My Bloody Valentine e o Me You Us Them é o Me You Us Them, embora o nome possa ser substituído por uma outra infinidade. Não querendo ser cruel com o grupo novaiorquino, percebe-se que são alunos aplicados da escola de Mr. Shields, fazem de seu Post-Data um álbum bom de se ouvir, com canções e melodias bem construídas, tudo no seu devido lugar, inclusive remetendo bastante a outro pilar chamado Swervedriver. Fãs de shoegaze/dreampop não se sentirão num ambiente hostil, os garotos são bem competentes no que fazem, embora o pensamento que fique martelando seja a respeito de um novo álbum do MBV.

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