CLÁSSICOS: U2 – War (1983)

 

Banda onde a carreira (sólida e invejável) já passa dos 30 anos, em que a cada nova turnê há uma grande inovação em termos tecnológicos, o U2 hoje pode ser considerado uma das maiores da história do rock! Como fã (incondicional, mas com ressalvas) da mesma há um bom tempo, costumo dividir sua trajetória em quatro fases: a 1ª que vai do álbum de estréia, “Boy”, ao lendário álbum ao vivo “Under A Blood Red Sky”; a 2ª que inicia com “The Unforgettable Fire” e encerra com “Rattle And Hum”; 3ª fase – “Acthung Baby” ao eletrônico “Pop”; e a 4ª e menos significativa – de “All That You Can’t Leave Behind” em diante. 

Cada fase, com exceção da última, possui pelo menos um grande álbum, e “War” é um deles. A sonoridade pós-punk “garageira” empolga e encanta. A guitarra peculiar de The Edge e os vocais agudos de Bono são a marca da banda, combinados a uma “cozinha” (baixo e bateria, respectivamente, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.) eficiente e entrosada, tornando tudo muito eletrizante! O lado messiânico de Bono ainda demonstra certa ingenuidade e soa sincero. 

“War” é um álbum que tematicamente está dividido entre o amor e a guerra. A abertura marcante fica por conta de um hino: “Sunday Bloody Sunday”. Aqui ela é mais crua (apesar de alguns elementos musicais utilizados) e menos marcante que sua famosa versão do álbum-show – “Under A Blood…”. Mas nem por isso menos interessante. A guerra como mote segue com: “Seconds”; a belíssima e também um hino “New Year’s Day” (onde The Edge é um show à parte!); “Like A Song” e “The Refugee”. “Drowning Man”, a empolgante “Two Hearts Beat As One”, “Red Light” e “Surrender” são responsáveis pelo lado romântico. O encerramento é feito por uma bela prece: “40”. 

“War” é o fechamento em alto estilo de uma trilogia iniciada pelo também essencial “Boy”, o qual o U2 nunca mais retomaria em termos sonoros. Infelizmente ou felizmente?!

2 pensamentos sobre “CLÁSSICOS: U2 – War (1983)

  1. Pois é Luciano. “War” é um álbum perfeito, de uma época “mágica”… nota 10! Por isso que justamente é um clássico.

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  2. Grande disco! Com certeza um dos melhores do U2 e presença garantida em qualquer discografia básica decente. É como você falou, um álbum que fecha o ciclo da “fase garagem” da banda (Under a Blood Red Sky não dá pra considerar, já que é ao vivo). Foi a partir dele que o U2 começou a crescer, vide o sucesso da turnê do álbum. Gosto dele de cabo-a-rabo.

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