GUIA DAS SÉRIES: ‘The Walking Dead’

ANTERIORES:

+ Dexter
+ Fringe

Sempre advirto para esse meu guia que eu posso entregar algum SPOILER. Então, caso não se importem, sigam adiante.

Emissora dos EUA: AMC (a mesma de ‘Mad Men’ e de ‘Breaking Bad’)
Ano de exibição: 2010 (prometida para 2011 a segunda temporada).
Temporadas: 1 (com 6 episódios).
Baseada nos: quadrinhos americanos que são publicados semanalmente. A história foi criada e escrita por Robert Kirkman e o desenhista Tony Moore.
Temáticas: terror, apocalipse, zumbis, sobrevivência humana

Talvez ‘The Walking Dead’ tenha os 2 lados da moeda encravados em seu destino. Para quem acompanha os quadrinhos (neste caso, penso que são mais americanos), a série deixou a desejar, sobretudo no episódio final da primeira temporada. Para quem curte o gênero terror desde os anos 80, e que achava que a tensão e o roteiro ainda eram importantes, pode se acostumar com a série. A bem da verdade, zumbis nunca tiveram na moda como agora. Estão em diversos jogos, levam pessoas a se fantasiarem como eles em diversas cidades do mundo, voltam com toda a garra nos cinemas, mesmo quando viram motivo de piadas, tal qual em ‘Zombieland’ (2009) .

E a série não tem só carnificina. É carregada de suspense, momentos dramáticos, temas como a sobrevivência humana e que sempre nos deixa com aquela ‘pulga’ atrás da orelha de como sofreríamos as consequências caso fôssemos atingidos por uma epidemia; e é só lembrar que zumbis carregam meio que ‘uma metáfora do cinema’ para uma epidemia de grandes proporções que caso nos atacasse, nem sequer a medicina poderia ajudar.

E como o assunto traz um grupo de pessoas que tenta sobreviver em meio a milhões de zumbis, vale lembrar que o seriado traz os personagens com nervos esmiuçados, à flor da pele. E nestes casos, ainda não fossem apenas os infectados, os sobreviventes precisam se preocupar com eles mesmos, com traições, falsidades, falsos moralismos. Existe o bom mocinho, o machista, o ‘deixa-que-eu-faço-tudo-e-acabo-com-tudo’, a mulher corajosa, o idoso experiente. Aos poucos (e mesmo com seis episódios somente) é fácil ir se identificando com cada um, conseguir ter paixão e repulsa, conseguir desconfiar, torcer e até chorar (cinema deve e precisa ter isso).

Não quero entregar spoilers demais (como fiz com ‘Dexter’ e os colegas me alertaram), mas The Walking Dead’ tem um trunfo, e que julguei ser o principal: consegue, mesmo dentro do saturado gênero terror, trazer alguns momentos únicos, com ideias bem ousadas. Exemplo? Num dos primeiros episódios, quando alguns dos sobreviventes estão encurralados num prédio (o clima de desolação ficou sombrio e fantástico), o xerife Rick Grimes (Andrew Lincoln) tem um plano de saída espetacular do prédio, o que garante a tensão até o final do episódio – e um pouco de repulsa também ao espectador.

Fico aguardando a segunda temporada (mais para o final de ano). O que vi até aqui, gostei. Não vai revolucionar cinema, não foi a série do ano, e talvez fica aquém do que são os quadrinhos. Tão pouco tem o charme de um ‘A Noite Dos Mortos Vivos’ (1968) de George Romero. Mas sabem, o que dizer de um cara de 38 anos que até hoje se lembra dos primeiros sustos que teve vendo algum filme de zumbi ou até mesmo jogando o primeiro ‘Resident Evil’?

Para saber mais, acesse.

Um pensamento sobre “GUIA DAS SÉRIES: ‘The Walking Dead’

  1. Gostei da série, os primeiros episódios empolgam bastante. Mas no final tive uma grande decepção; coisa que eu acho inadmissível numa primeira temporada.

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