MOGWAI – ‘Hardcore Will Never Die, But You Will’ (2011)

Nunca fui um ‘expert’ no entendimento de capas e títulos de discos. Nunca sei realmente se tais imagens e simbologias (capa) e palavras/frases (título) representam o desejo da banda em passar algo para o ouvinte. Claro que muitas vezes, esses dois itens atraem/convidam o ouvinte para uma curiosidade em relação ao que aquela obra carrega.

Refletindo um pouco, penso que o Mogwai usa esse título para mostrar que a música, arte que se constitui basicamente em combinar sons, quer seja ela em todas as suas vertentes, gêneros, tags, classificações, nunca morrerá. E neste caso, não entendam apenas como o gênero ‘hardcore’, como alguns mais ‘desavisados’ pensam que o disco deve soar. Até mesmo porque os escoceses se encaixam no gênero post-rock. E claro, você leitor já deve saber o que significa, se já leu alguma resenha minha, certamente você já descobriu outros grupos com sonoridade semelhante e já tem uma descrição – não tão minuciosa assim, tudo bem – do que seja tal gênero.

A bem da verdade, o Mogwai não muda. Se você gostou de ‘The Hawk Is Howling’ de 2008, não se decepcionará com o álbum de 2011. Hoje, no cenário musical, podemos considerar o grupo como um dos mais importantes do post-rock. E além disso, os escoceses se tornaram um expoente ou até mesmo uma referência para quem curte a sonoridade. O Mogwai já é um grupo maduro e já conta aí com seus quase 15 anos de carreira e com uns 8 discos de estúdio na bagagem.

Todos os ingredientes estão lá. A maestria com os instrumentos, sobretudo a guitarra, que constroem paredes de causar (boas) vertigens no ouvinte. Depois da bela abertura com ‘White Noise’, você é convidado a seguir no universo dessa turma de Glasgow. ‘Rano Pano’, ‘Death Rays’ e ‘How To Be A Werewolf’ são bons exemplos que mostram o jeito da banda em compor suas canções, no geral. Existe momentos avassaladores como ‘San Pedro’, em contrapartida há músicas mais calmas e climáticas a exemplo de ‘Letters To The Metro’. Por sua vez, neste disco, o grupo ousa em canções como ‘Mexican Grand Prix’ e ‘George Square Thatcher Death Part’, onde alguns recursos eletrônicos são usados, entram vocais com efeitos e se busca uma sonoridade mais dançante ou menos rock – por assim dizer.

A morte é a única certeza que temos. Assim como não duvidamos que a música, já citada no início desse texto, sempre permanecerá. E sabem, reciclada ou não, derivativa ou não, original ou não, o que importa é manter olhos e ouvidos abertos para bandas que dificilmente erram a mão, a exemplo do Mogwai.

Saiba mais.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s