CINEMA: Tetro (Tetro, 2009)

Duas considerações a serem feitas antes de começar a falar sobre o filme em questão. A primeira é a facilidade de informação do cotidiano com as redes sociais, pois só fui ter ciência desse filme graças à elas. A segunda se consiste na sempre difícil tarefa de falar sobre diretores tais quais Francis Ford Coppola. Tal tarefa pode ser um suplício para um resenhista como eu, até mesmo pela história do cineasta, apesar de alguns internautas acharem que a força do diretor acabou desde o sensacional ‘Drácula de Bram Stoker’ (1992).

A verdade é que ‘Tetro’ é mais um filme a tratar de temas/laços/dramas familiares. Assunto esse que já vem batido e que geralmente já abocanhou muitos prêmios. É sempre delicado tratar sobre isso, e o roteiro precisa sempre ser eficaz e ser capaz de prender o espectador. O filme de Coppola tem méritos, apesar de não ser sensacional ou a ‘nova maravilha do gênero’. A começar pelo elenco de renome como Vincent Gallo, Maribel Verdú, Carmen Maura, Klaus Maria Brandauer; além de mostrar um charme apesar da película ser monocromática (há apenas algumas cenas coloridas no filme). Há cenas memoráveis como a interpretação de ‘Fausta’ – sim, isso mesmo – o famoso ‘Fausto’ de Goethe só que numa versão feminina (uma das melhores cenas do filme). O filme ainda traz associações com o Teatro e a Literatura, com a difícil arte de escrever em si, mostra o autoritarismo dentro da família e até mesmo dá umas ‘punhaladas’ nos críticos literários. Está tudo ali, aglutinado na película.

Como ponto negativo, que ainda é menor que o lado positivo, vejo a primeira metade como entediante, em certa parte, pois os personagens ainda não atingiram seu carisma ou a trama ainda não empolgou, o que talvez faça alguns espectadores desistirem do longa. Em compensação, a segunda metade ganha intensidade, carga dramática, tensão e revelações; revelações essas que só serão entregues nos instantes finais praticamente dando o ‘golpe’ no espectador. Tudo bem que isso é praxe nos filmes sobre família, mas acontece que em nenhum momento, ‘Treto’ deixa transparecer o que pode ser essa ‘verdade’ que todos precisam saber.

De qualquer forma, não tem como ficar inerte à essa produção de Coppola. Como já disse em outros textos de minha autoria, temos a realidade de frente, problemas que encaramos em nossas rotinas, as pessoas de carne e osso, alegrias e tristezas andando lado a lado. Apesar da película não corresponder totalmente à muita falação que ela teve, temos sim as lições para aprender, para tirar para nossa realidade, para entendermos nossos familiares e para tentarmos melhorar como seres humanos, mesmo com nossas imperfeições.

A sinopse do filme

O filme no Imdb

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s