TORO Y MOI – Underneath The Pine (2011)

Chazwick Bundick, o mentor do Toro Y Moi, poderia estar rindo à toa. Mesmo com sua humildade, apesar de um talento inegável, o músico de 24 anos ficou mais notório em 2011, terá seu disco lançado no Brasil e já deixa sua própria marca como um dos principais nomes dentro da tag/do gênero chillwave isso no segundo disco.

Como já disse que não gosto de rotular, dizer que Toro Y Moi faz apenas um mero chillwave seria absurdo. Chazwick extrapola, dá novos horizontes, faz várias referências a nomes musicais do passado como The Beach Boys e Brian Eno, sem se esquecer dos atuais Animal Collective e Caribou. Até consegui lembrar do duo francês Air em sua melhor fase (por favor, sem desmerecer a banda), lá nos discos iniciais, isso tudo ouvindo canções como ‘Divina’ e ‘Before I’m Done’.

O álbum transpira ótimos momentos. A alegre ‘Got Blinded’ deixa o ouvinte atônito com sua melodia fundamentada em belos sintetizadores. Por vezes, as composições são vertiginosas, rápidas, mas não se esquecem de uma boa base pop e que figuraria tranquilamente numa estação de rádio a exemplo de ‘How I Know’. Mesmo quando tudo ganha momentos mais soturnos e estranhos, Chazwick nos deixa encantado, comprove tal fato em ‘Light Black’ e ‘Good Hold’. ‘Elise’ prova de uma vez como se fazer um belo fechamento de disco, e deixar no ouvinte aquela pergunta: ‘mas acabou?’. Aquele dom de fazer você não pular nenhuma faixa e seguir até o final.

Mas a principal do disco, que eu me orgulho de poder conhecer o Toro Y Moi, está na faixa ‘Still Sound’. Uma música cheia de nuances, com aroma de nostalgia – isso sem tirar um pé da musicalidade atual -, e justamente onde Bundick prova a sua maestria para dar novos horizontes ao chillwave (como já disse antes, esqueçamos então um pouco dessa classificação, pois aqui ela não se encaixa tanto).

E é exatamente no vídeo de ‘Still Sound’ que percebemos a humildade do Toro Y Moi. Um cara que mal chegou na fase adulta, que parece ter descoberto música agora, que faz um vídeo nada grandioso, aonde mostra toda a sua descontração, dançando à vontade e brincando com os amigos de banda e com seu cachorro. Um músico nem aí para a mídia, ainda sem muitos holofotes sobre ele, mas que sabe o que está fazendo, e para onde está ampliando seu modo de compor. Isso vale muito e talvez o universo da música necessite de mais pessoas assim.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s