CLÁSSICOS: The Beat – Just Can’t Stop It (1980) / Os Paralamas do Sucesso – O Passo do Lui (1984)

The Beat – Just Can’t Stop It (1980)

ANTERIORES:
+ The Smiths – The Queen Is Dead (1986)
+ U2 – War (1983)

No final dos 70’s e início dos 80’s, algumas bandas inglesas com integrantes brancos (Madness ) ou brancos e negros (two-tone – The Specials, The Beat e The Selecter), resolveram fazer um revival do ska; uma espécie de reggae (primitivo) mais acelerado, com letras de protesto que falavam das mazelas do proletariado urbano marginalizado e também sobre diversão.

O The Beat, banda inglesa de Birmingham (também conhecida nos EUA como The English Beat), fazia um ska-reggae roots com pitadas do dance-rock, um meio termo entre a sonoridade do The Specials e do Madness. Abusando de metais, principalmente do sax, desenvolvendo um ritmo de andamento mais acelerado, característico do ska, e criando um clima alegre e contagiante, o som do The Beat agrada fácil.

“Just Can’t Stop It”, álbum de estréia e mais significativo da curta carreira da banda, é discoteca básica para fãs do estilo. A boa qualidade da banda, com seus instrumentais expressivos e típicos vocais “reggaeísticos”, proporciona um agradável prazer ao ouvinte, não o deixando um só instante parado. Faixas como: “Mirror In The Bathroom” (grande hit da banda), “Hands Off She’s Mine”, “Tears Of A Clown” (versão de uma música de Smokey Robinson), “Can’t Get Used To Losing You” e “Best Friend” (guitarra no melhor estilo Johnny Marr!) merecem destaque. É ouvir e conferir!

Os Paralamas do Sucesso – O Passo do Lui (1984)

Paralamas, banda do BRock dos 80’s, sempre na ativa e de excelente qualidade musical, é indiscutivelmente uma das melhores do cenário nacional de todos os tempos! Como alguém já havia dito: “Paralamas já nasceu pronto!”. Desde o início (1º álbum), os integrantes já se mostravam excelentes músicos, muito acima da média de outros de sua geração – a inquieta geração dos anos 80 que sucedeu o período da ditadura militar!

Herbert Vianna (vocal e guitarra), João Barone (bateria) e Bi Ribeiro (baixo), formam um trio perfeito, entrosado e de uma visão e maturidade musical surpreendentes! Independente da notória e forte influência do The Police (algo como “mestres” da banda), através da sua qualidade musical eles conseguiram superar tudo isso, quando posteriormente, fundiram o rock-ska-reggae com elementos e estilos da música brasileira. Alguém também já havia me dito que a grande influência dos Paralamas não era o The Police, e sim o The Beat! Discordei inicialmente e continuo discordando, mas ao conhecer o The Beat, ficou claro que o mesmo também influenciou a banda de maneira significativa. Recentemente em uma apresentação num programa de TV, observei que o baterista usava uma camisa com a foto do The Beat – revelador então!

Quanto ao “O Passo do Lui”, segundo e maravilhoso trabalho da banda, o que dizer de um álbum que de dez músicas, as oito primeiras foram e são hits eternos? Um feito para pouquíssimos! Toda força da banda em canções como “Óculos” (deu uma surrupiada de leve no teclado de “Hands Off She’s Mine” do The Beat!), “Meu Erro” e “Ska”; além da beleza melódica e romântica de “Fui Eu”, “Romance ideal” e “Me Liga”. Perfeito!

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