MIRRORS – Lights And Offerings (2011)

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Enquanto trabalhava em meu serviço e ouvia o disco dos ingleses do Mirrors, fiquei ruminando se fazia a resenha do próprio. Claro, é fácil demais falar sobre uma banda novata que chega e faz uma sonoridade que emula (bem) os 80’s. Como também não há mais o que acrescentar sobre o disco em questão. Caso eu fosse um covarde, diria até que o Mirrors é um reflexo bem projetado das bandas da chamada geração New Romantics lá dos 80’s, porém, sobretudo, percebemos muito do grupo OMD em sua melhor fase. Ou então, com as facilidades da internet, poderia deixar apenas um link do Myspace da banda ou o próprio site oficial, e pronto, você tinha todas as informações, tudo já estava resolvido.

Faço essa resenha então porque Mirrors é uma banda que não deve passar em branco. E quanto mais divulgação em blogs, mais é o favor que o ouvinte faz que o trabalho do artista seja reconhecido. Seria, por assim dizer, a contribuição de quem apreciou o álbum. Se na abertura de ‘Fear Of Drowning’ você não se render, é porque você não passou pela década 80’s, ou tem alguma ojeriza de grupos que se comportam dessa forma. Caso esteja tudo bem, siga adiante e você poderá passar por pérolas tais como ‘Into The Heart’ (a meu ver, uma das músicas do ano, desde agora) e ‘Hide And Seek’.

Como nem tudo é elogio, poderia até blasfemar que algumas melodias no disco soam iguais. Por exemplo, ‘Somewhere Strange’ tem quase a mesma levada de ‘Fear Of Drowning’. Tudo bem, perdoável para um début conciso e que reserva uma banda promissora.

E para aqueles que costumam criticar a falta de originalidade, ora, viajem para Marte e tentem encontrar algo lá, tragam para esse planeta, aí talvez soe original. Por enquanto, o som do Mirrors me encantou. E se você sai com um sorriso escancarado na cara com o player ligado, atenção, isso realmente é bom e louvável.

3 pensamentos sobre “MIRRORS – Lights And Offerings (2011)

  1. Luciano, não há ‘ponta de culpa’ em minha resenha, talvez você tenha entendido errado ou esteja meio fora do que acontece nas redes sociais (como Twitter, por exemplo) nos últimos tempos. Tem muita gente que critica essa falta de originalidade na música, criticam as bandas que seguem essa cartilha 80’s, que emulam uma década do passado, então, meio que fiz uma espécie de ironia e tentei fugir do meu esquema rotineiro de resenhar (coisa que venho tentado há tempos, mas é difícil que só). Como eu próprio estivesse desdenhando a banda, muito pelo contrário.

    E sim, espero que essa sua fase chata passe logo. É triste ver pessoas (e elas são poucas como vc) na internet com capacidade para questionar música na atualidade estarem desanimadas.

    Um grande abraço.

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  2. O desafio de qualquer resenha é justamente esse: absorver a obra e expor em palavras suas sensações,percepções, associações…Acho desnecessária essa introdução para explicar o motivo da resenha, a não ser que esteja dirigindo a alguém…a resenha de qualquer álbum é válida, dentro da proposta do blog, claro, ainda que seja pra falar mal.E não sei se seria covardia, como você disse, afirmar que “o Mirrors é um reflexo bem projetado das bandas da chamada geração New Romantics lá dos 80’s”, até porque é justamente o que a banda é, o que em nada desmerece o som da banda, até porque eles parecem fazer questão se soar dessa maneira, ou seja, estão dando uma nova roupagem ao estilo, coisa normal. Não me leve a mal, mas parece haver uma “ponta de culpa” no texto: covarde, ojeriza, blasfêmia…Eu gostei do álbum sem culpa e até pensei em resenhá-lo também, mas ando numa fase “chata”, quero dizer, estou muito chato e enjoado de tudo e por isso tenho evitado escrever sobre algumas coisas.

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  3. Perfeita observação sobre a sonoridade oitentista, influenciada pelo OMD… Interessante trabalho!

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