CINEMA: Rubber (Rubber, 2010)

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Bonecos, palhaços, carros, e até tomates. Todos esses já passaram por vilões nas telas de cinema. Assassinos em potencial. E agora, temos um pneu. Numa mistura de terrir com cinema fantástico e trash, o diretor Quentin Dupieux causa estranheza com um filme que foge da normalidade mesmo dentro dos padrões de terror. Simplesmente um pneu levanta-se no meio do deserto e mata quem fica à sua volta, ou aqueles que simplesmente o maltratam. Com poder telecinético capaz de estourar cabeças (lembram de ‘Scanners’ de 1981?) e com uma inteligência até invejável. E não para nisso. Temos alguns personagens que acabam se constituindo a platéia do filme, assistindo tudo de longe com binóculos.

Claro, como já é explicado no início do filme por um dos personagens, a ideia é que alguns fatos marcantes em filmes de sucesso aconteceram ‘por motivo algum’. E nisso, o próprio personagem vai dando exemplos – numa espécie de ironia ou mesmo de reverência – de outros filmes famosos como ‘E.T.’ (1982), ‘Love Story’ (1970) e ‘O Massacre da Serra Elétrica’ (1974). Nem o recente e famoso ‘127 Horas’ escapa de sátiras ao longo da película.

E nem posso encaixar esse filme na seção do blog ‘Não Diga Que Não Avisei’, até mesmo porque fiquei curioso em ir até o final, mesmo sabendo do que poderia acontecer e que tudo poderia ser uma perda de tempo. Por incrível que pareça, é até grudento – numa espécie de hipnose – ver o pneu rodando e cambaleando pelo deserto, espreitando (ou ‘encarando’ suas vítimas). Os personagens são muito estranhos e alguns bem risíveis até (o que dizer de um xerife que pula do porta-malas de um carro?).

Veja por curiosidade, ou como diriam na língua do povo: ‘veja por sua conta e risco’. De qualquer forma, ‘Rubber’ não é um péssimo filme, execrável ao extremo. Pode gerar xingamentos, como pode virar até cult. Talvez seja apenas diferente aos padrões do que foi julgado ‘bom’ cinema e não aceitável por ser inverossímil/não elucidativo demais. Mas como diria a célebre frase e desculpa do xerife (volto a citá-lo então): ‘por motivo algum’, encontramos muitas coisas bizarras/inesperadas no cinema, na arte em geral.

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