GUIA DAS SÉRIES: Raising Hope

Sempre advirto para esse meu guia que eu posso entregar algum SPOILER. Então, caso não se importem, sigam adiante.

Emissora dos EUA: FOX
Produção: Amigos de Garcia Productions com 20th Century Fox Television
Criador: Greg Garcia (o mesmo da série ‘My Name Is Earl’)
Anos de exibição: 2010/2011.
Temporadas: 1 (com 22 episódios), mas a série já garantiu a segunda temporada
Temáticas: relações familiares, paternidade/maternidade precoce, subúrbios, confusões

Quando se trata do formato série de TV, posso afirmar que nunca fui muito fã do gênero comédia. Até mesmo as tão faladas ‘Two And A Half Men’ e ‘The Office’, nunca acompanhei uma temporada por inteiro (um tanto por comodismo). ‘Raising Hope’ chegou de surpresa, indicação de um amigo meu. Episódios de 22 minutos, no máximo. A sinopse é simples. Um jovem, Jimmy, depois de uma transa acidental com Lucy (que depois vai presa e morre), recebe a incumbência de cuidar de Hope, filha desse relacionamento efêmero entre os dois. Tarefa essa que não será fácil. Jimmy ainda é muito ingênuo e inexperiente, e seus pais (Burt e Virginia) também não são lá muito maduros (ainda há o fator que eles tiveram Jimmy muito cedo e a educação do rapaz foi um tanto quanto desleixada).

Claro que como toda produção que envolve família, você já tem o pressentimento que tudo dependerá de um próprio crescimento dos indivíduos dentro dela, e que cada minuto é um aprendizado maior, uma responsabilidade mais necessária. A educação de Hope será regrada por algumas desavenças, descuidos, erros, enganos, mas a família Chance tem todo um carinho pela menina. Jimmy passa a viver e a se descobrir mais como pessoa e pai; seus pais passam a entender mais de educação, dando interesse maior à Hope. Mas entendam bem, como estamos numa comédia, alguns problemas e situações cômicas ainda estarão na vida da família e frequentemente ela comete suas gafes.

O próprio núcleo familiar é muito engraçado. Pobres e um tanto quanto conservadores (a ponto de demorarem a possuir internet), os Chances discutem entre si, brincam de esconde-esconde dentro de casa e são presos por atentado ao pudor. Para agravar a situação, vivem com a tataravó que tem lá seus acessos de loucura e esquecimento entre tantos momentos de lucidez (que na verdade são poucos). Maw Maw (uma atuação incrível de Cloris Leachman) adora doces, se lambuza com eles, confunde os próprios nomes de seus parentes, por vezes quer ficar nua ou xingar perante o público, isso quando não resolve se munir de uma espingarda poderosa achando que tem algum inimigo dentro da casa.

O espaço físico de ‘Raisinhg Hope’ é bem variado. Há o supermercado onde Jimmy trabalha e surgem outros personagens tão estranhos quanto a família Chance. Barney, o inconstante e temperamental chefe de Jimmy; o empregado problemático Frank; e temos Sabrina (talvez a mais correta de todos, mas nem tanto). Não podemos nos esquecer da ‘estranha’ creche de Shelley, uma garota que toca músicas hilárias com seu violão e que cuida de crianças, velhos e até cachorros. Vale lembrar que Sabrina chamará a atenção de Jimmy, e este fará de tudo para conquistá-la, mas essa será outra tarefa difícil.

Durante os episódios, inúmeras confusões. Parentes distantes que aparecem, festas de Halloween ou da Igreja do bairro que não terminam como o esperado, desaparecimento repentino de Hope, prisões, flashbacks de Jimmy ou dos seus próprios pais e até uma ligeira fobia com germes (o que gerou um dos melhores episódios da série). Até referências a filmes e a outras séries podemos observar, tanto que nem ‘Clube da Luta’ e ‘O Senhor Dos Anéis’ passaram batidos. E não deixo de omitir que existe a velha lição de moral no fechamento de alguns episódios (aquela máxima de que podemos melhorar como humanos imperfeitos) em meio a todo esse humor.

CONCLUSÃO FINAL:
‘Raising Hope’ usa ao máximo aquele velhor humor americano-jeito-de-ser, portanto, se você não gosta de comédias desse tipo, nem se arrisque. Eu considero que dentro do padrão de 22 minutos, alguns episódios começaram e fecharam muito bem, o que mostra um roteiro bacana. E alguns até terminam em surpresa (nem tanto como nós esperávamos). Temos aquele impulso constante de ver o próximo, o que aguarda à família Chance. Outrossim, a série pode ofender alguns por algum humor referente a sexo ou mesmo à questão da velhice. Mas creio que isso seja difícil de acontecer, uma vez que os produtores souberam usar artifícios para tudo não ficar na banalidade. De uma forma geral, os Chances são ótimas figuras, vale uma conferida. Lembramos também que nossas famílias não são perfeitas. Mesmo assim, amamos cada um que faça parte desse núcleo.

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