SAINDO DO FORNO: The Horrors – Skying (2011)

ANTERIORES:
+ Washed Out – Within And Without (2011)
+ Memory Tapes – Player Piano (2011)

Oficialmente o novo álbum dos ingleses do The Horrors sai no dia 11 próximo, mas, como sempre, já circula na rede há alguns dias. Pela surpresa que foi a sonoridade apresentada em seu álbum anterior, que assinalou uma guinada no som do grupo, grande se tornou a curiosidade em relação ao novo disco. E novamente eles conseguem surpreender com uma sonoridade que, apesar de mais próxima da encontrada no álbum de 2009 do que no de 2007, segue por novos caminhos, ou se deixando levar por outras referências sonoras. Em ‘Primary Colors’ a produção a cargo de Geoff Barrow (Portishead) poderia sugerir o dedo no produtor norteando o horizonte musical do The Horrors, exaltando o gosto pelas guitarras distorcidas e efeitos comuns à sonoridade de bandas shoegaze. ‘Skying’, com produção do próprio grupo, apresenta canções de arranjo mais “polido” (menos barulhentas), expõe ainda o desejo de explorar outras paragens musicais, entrando no bojo até mesmo instrumentos de sopro. Aí há que se encontrar desde ecos de bandas oitentistas como Psychedelic Furs, até referências de Suede como na faixa ‘Monica Gems’ (descaradamente explícitas , mas que o grupo diz ter sido composta sob influência dos anos 60) ou em ‘You Said’; e até mesmo visitando de forma inusitada os anos 90 através da visão das bandas do chamado “madchester”, como nos riffs de ‘Dive In’ ou no groove de ‘Wild Eyed”. ‘Skying’ soa como uma tentativa de processar quatro décadas de música e reapresentá-las todas pela visão do grupo. Talvez estejam exercitando o processo de “perda da alma” iniciado no álbum anterior para posteriormente encontrá-la, mas modificada.

2 pensamentos sobre “SAINDO DO FORNO: The Horrors – Skying (2011)

  1. Não vou falar o óbvio que vc e o Zangelus já trataram de falar…sim, sobre essa música, a tal da ‘Monica…’, hehe. Que seja influência do Suede, mas, como digo sempre, se a influência vem de uma banda com histórico, e traz melodias e instrumentos afinados, que mal há nisso?

    Bem, mais uma vez vou ser chato: achei o disco longo, e acho que não funcionou como um todo. Gostei mais também das primeiras músicas. Um disco que pode figurar nos melhores de 2011, mesmo numa posição lá longe. Acho que ele tem seus méritos por conta de uma banda que possa vir com novidades no futuro, e em fase de experiência. Gosto muito de ‘Changing The Rain’, ‘Endless Blue’ e ‘Dive In’. É um disco com mais pontos positivos que negativos. E vejamos como o grupo se comporta no futuro.

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s