MUSIC NON STOP: White Lies, The Veils, J. Mascis

ANTERIORES:
+ Sequence Theory Project, Blessure Grave, Me You Us Them
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J MASCIS – Several Shades Of Why (2011)

Que tal limar as distorções que recobrem as canções do Dinosaur Jr.? Essa foi a ideia de Mascis para seu novo álbum solo. ‘Several Shades of Why’ é Mascis acompanhado de sua guitarra acústica e mais um punhado de convidados: Ben Bridwell (Bando of Horses), Kevin Drew (Broken Social Scene), Sophie Trudeau (A Silver Mt. Zion), exercitando seu lado mais tranqüilo, mais bucólico, longe da barulheira típica de sua banda, em canções puxadas para o lado mais folk e country, influências sempre presentes em todos os seus trabalhos solo ou em grupo, como verdadeiro “herdeiro” direto de Neil Young. Ele já havia feito isso numa escala menor no próprio Dinosaur, no álbum ‘Where You’ve Been’ (considerado por alguns o melhor álbum do grupo, mas que acabou marcando a ruptura entre o guitarrista e Lou Barlow), e é deste que seu álbum solo mais se aproxima, seja na faixa título ou nos elementos usados em ‘Can I’. Esse é mais um caso em que se torna impossível dissociar o criador (Mascis) da criatura (Dinosaur), pois a sua voz é a voz de seu grupo, e ela é por demais característica.

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WHITE LIES – Ritual (2011)

Dois anos após o hype feito em cima da banda quando do lançamento de seu primeiro álbum, os rapazes do White Lies voltam com seu novo álbum e parece que pouca gente ainda se interessa pelo revival pós-punk praticado pelo grupo. Fiéis ao estilo que escolheram, entregam um álbum que pode ser considerado uma continuação de ‘To Lose My Life’, ou seja, não avançam e nem retrocedem um milímetro sequer em relação a dois anos atrás: bom para uns e ruim para tantos outros. Então, para quem não curtiu/curtiu a sonoridade deles em 2009, há que ficar na mesma: Harry McVeigh e seus vocais graves e dramáticos, fartas doses de teclados atmosféricos (que às vezes cansam) e uma cozinha bem afinada, ou seja, uma receita com todos elementos na medida “certa”, só faltou sabor. Está tudo aqui de novo, de The Chameleons e Echo and the Bunnymen a Tears for Fears, e o que poderia ser sinal de algo interessante, mais uma vez instiga a sair pulando cada faixa após os primeiros sessenta segundos.

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THE VEILS – Troubles of the Brain (2011)

A esperança de o The Veils voltar a ser aquela banda que deu ao mundo o ótimo ‘Runaway Found’ (2004), vai ficando distante a cada novo álbum. Finn Andrews já havia deixado isso claro em seus dois álbuns posteriores: Nux Vomica (2006) e Sun Gang (2009), que trilhavam cada um a seu modo “caminhos próprios”, sem, por momento algum, olhar para trás com saudades de ‘Lavinia’ ou ‘Leavers Dance’. O que o homem quer deixar claro para seus ouvinte é: cada álbum nosso terá uma nova história, um roteiro diferente, e estamos mais preocupados em compor canções que apontem pra frente do que olhar pro que fizemos no passado, ainda que isso nos afaste cada vez mais do mainstrem. Assim ele vai conduzindo sua banda em direção a um caminho inverso de 90% das bandas, que parecem buscars seu lugar ao sol a qualquer custo, nem que para isso tenham que “vender sua alma ao diabo”. Esquecendo a saudade do início e fixando no álbum em questão, Finn e seu grupo sempre conseguem entregar belas canções, dessa vez ele começa se arriscando pelo terreno do indie-rock com canções mais curtas e diretas para terminar o disco de uma forma totalmente intimista e diferente do início, o que acaba gerando certa estranheza.

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