REEDITANDO: R.E.M. – Lifes Rich Pageant’ (1986)*

R.E.M._-_Lifes_Rich_Pageant

ANTERIORES:
+ Grinderman – Grinderman (2007)
+ She Wants Revenge – This Is Forever (2007)

Em 1986, ainda pela gravadora independente I.R.S., a banda de Athens (Geogia) lançava um disco genial. Vale lembrar que a cidade americana já era notória pelo aparecimento de boas bandas no cenário musical: Pylon, B-52’s, Flat Duo Jets, entre tantas. Assim como já era notória a fama do conjunto de ser uma das melhores bandas do cenário alternativo americano.

Tudo bem que a banda veio ser uma das mais importantes, mais respeitadas e mais influenciadoras do mundo musical, sobretudo com lançamentos do naipe de ‘Out Of Time’ (1991) e ‘Automatic For The People’ (1992). Acontece, que conheci a banda através desse maravilhoso disco: ‘Lifes Rich Pageant’, que, na primeira vez, obtive em LP (sebo) e após começar minha coleção de cd’s, foi um dos primeiros a achar em promoção, e ainda por cima, importado (devido ao baixo conhecimento da banda, ou melhor, ao seu ‘mainstream’ ainda não ter chegado). Ouvi muito, deixava por horas a fio. Como podiam 38 minutos e meio soarem tão lindos, encantadores e envolventes?

O disco, para começar, é atemporal, e cada música se encaixa perfeitamente em 2011. Além de tudo, o disco não se preocupa com design gráfico e informações: um mero encarte, com uma foto da banda (adolescentes, praticamente), poucas informações e, atrás do cd, a ordem das músicas não correspondem com a ordem de audição (isso na contracapa do disco, na mídia física mesmo estão certas). Sobretudo se lembrarmos que eram de uma gravadora independente e sem muita consideração para nós, brasileiros.

Um dia me perguntaram num tópico do Orkut, não me lembro qual comunidade agora, qual era a música de abertura mais contagiante. Não consegui responder no exato momento. Depois, me veio à memória: acho ‘Begin The Begin’ desse disco. Isso vale para até os dias atuais (quem vê os dvd’s da banda, sabe da energia que a música tem). E o título condiz com os dias de hoje (do início para o início), ou seja, daquela época para hoje, não mudou muita coisa (parece que voltamos para o início mesmo, dada a brutalidade e incompreensão humanas).

Depois, ‘These Days’ já deixava a marca da banda, uma batida meio punk, com pitadas de country-pop. Coincidência ou não, a banda depois ia lançar a linda “Texarkana” no álbum ‘Out Of Time’. ‘Fall On Me’ chega em seus mínimos minutos (2 minutos e 50 segundos somente, mas parece um ano) com um backing vocal surpreendente e arrasador de Mike Mills (e, pode ter certeza, você vai dar ‘repeat’ na música). Calma, ainda temos duas canções pop redondinhas para tocar na rádio (ainda bem que não fizeram isso), a saber: ‘Cuyahoga’ e ‘Hyena’, estas com tocada meio country e refrões contagiantes (ah, aquela velha fórmula do R.E.M desde ‘Murmur’ que encanta sempre, não está bom?).

A sexta música, ‘Underneath The Bunker’ é instrumental, com esparsas vozes de Stipe e parece uma brincadeira da banda, até mesmo para dar um tempo na audição do cd, para preparar o ouvinte no que viria logo a seguir. ‘The Flowers of Guatemala’ deixa transparecer influências dos Byrds (que bom, e que dedilhado de guitarra, a voz de Stipe, a melodia). Peço para fazerem uma música assim de novo, por favor! E o banjo que introduz ‘I Believe’ (é sério!)? Sua pegada meio punk, meio parecida com ‘These Days’, porém mais rápida. Tudo é perfeito. Mais quatro músicas, sempre com a pegada firme da banda e capaz de fazer você voltar cada música para notar um detalhe (aquele que passou despercebido, e são muitos). Stipe vai se confirmando como vocalista competente, os músicos idem.

O recado da banda estava dado. Desculpem-me os fãs do R.E.M. e suas preferências por outros discos, porém, esse é o que me fez gostar de vez do quarteto. Ou outros álbuns foram adquiridos pelo gosto enraizado que ‘Life Richs Pageant’ criou no meu espírito.

* O motivo da reedição dessa resenha deve-se mais pelo relançamento do disco, em comemoração à edição do vigésimo quinto aniversário. Homenagem de minha parte.

Um pensamento sobre “REEDITANDO: R.E.M. – Lifes Rich Pageant’ (1986)*

  1. Confesso também este álbum ser um dos meus favoritos, pois não consigo escolher um entre tantos, uma coisa há de se destacar, os álbuns pela gravadora IRS tem uma crueza e uma qualidade que os outros não tem, e quanto a Begin the begin, toda vez que escuto essa música ela me arrepia, disco fantástico de uma fantástica banda!!!!!

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