CINEMA – Super 8 (2011)

ANTERIORES:
+ Rubber (2010)
+ The Crazies (2010)

Logo de início, ‘Super 8 ‘ tem 50% de chances para conquistar você. Um filme que passa pelas mãos de duas grandes personalidades do cinema na direção/produção: J.J. Abrams (conhecido pela criação da série de sucesso LOST) e Steven Spielberg (esse já é cadeira cativa quando se fala em cinema e suas produções milionárias). Infelizmente, você ficará decepcionado com 50% do filme.

Com um início arrebatador, e uma premissa que nos lembra ‘Conta Comigo’ (crianças amigas que se aventuram em alguma missão), além de reservar um suspense inicial em torno da aventura infantil (que era de fazer filmes caseiros), o longa infelizmente foge do que pretendia, ou melhor dizendo, consegue se evadir do que pretendíamos ver, se esquivando para uma trama comum e clichê depois de sua metade. O meu interesse, por exemplo, era esperar algo daquela filmagem feita pelas crianças. Você espera ser surpreendido, e isso não acontece.

Fujo de escrever mais detalhes que em certa parte não podem ser revelados. Se isso tivesse acontecido quando li a sinopse do filme, eu com certeza não o teria assistido (não causa o mesmo impacto, seja bom ou ruim, quando você sabe o que lhe reserva). ‘Super 8’ acaba sendo mais um daqueles filmes que resultam no que o cinema tem feito nos últimos tempos, ainda mais quando é uma produção com custos nada singelos: grandes efeitos, explosões, destruição, correria. Mas eu não quero apenas isso, quero um roteiro seguro, simples porém eficaz, um mínimo de inovação e que a trama do filme faça eu pensar nele por um bom tempo mesmo antes de meu sono.

Não faltam as velhas lições, praxes no cinema: de que precisamos aceitar as diferenças, as pessoas podem/precisam perdoar ou merecem perdão e que pais e filhos precisam se entender. Em tempo, o filme tem um trunfo, ou melhor, dois. Primeiro, as crianças. Carismáticas ao extremo, você vai adiante por conta delas. Inteligentes, humoradas e até mesmo com problemas em casa. Há algumas referências ao gênero terror (como os zumbis dos filmes de George Romero) feitos pelas crianças, o que mostra a influência da própria sétima arte. O ponto máximo fica por conta dos personagens Joe (Joel Courtney) e Alice (Elle Fanning). A cena onde os dois assistem a um vídeo antigo é uma das mais lindas da película (ou até mesmo do cinema atual). De fazer chorar, talvez. O outro mérito é trazer, sobretudo aos saudosistas, várias lembranças aos filmes 80’s, como ‘Conta Comigo’ e outros tantos não citados aqui para não entregar spoilers. Mas lembra-se que Spielberg tem a mão dele aqui.

‘Super 8’, apesar disso, fez seu sucesso. Continuará fazendo. Spielberg e J.J. Abrams pesam demais. Não é um filme ruim. Longe disso. Mas é passável, apenas uma ligeira diversão. Não instiga o espectador até o final, porque ele já viu isso tudo, e sabe o que vai acontecer, ou que irá aparecer. O filme não conseguiu manter esse clima de surpresa. Meu desejo maior é que o elenco mirim faça outros filmes no futuro, e que diretores se lembrem que filmes precisam ser convincentes em seu início/meio e fim. Que a trama seja atada até o final. Fica bom desse jeito.

IMDB

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s