YOU CAN’T WIN, CHARLIE BROWN – Chromatic (2011)

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+ Beirut – The Rip Tide (2011)
+ ALICE GOLD – Seven Rainbows (2011) + BABETTE HAYWARD – You Might Be Somebody (2011)

Difícil ficar imune e não seguir adiante com ‘Over The Sun/Under The Water’, música de abertura de ‘Chromatic’. Também é grande a surpresa quando sabemos que a banda You Can’t Win, Charlie Brown é de Portugal (o sexteto é de Lisboa). Mais um país que não tem uma tradição tão comentada para o cenário indie-rock. Num ano em que despontam nomes interessantes e promissores para a música e que estão fora do circuito EUA-UK-Canadá-Países Nórdicos (que considero os mais citados pelos blogs) como o Pompeya (Rússia), torna-se interessante saber que a terra de Camões anda aprontando algo para nossos ouvidos.

Desde o início, os portugueses entregam claramente suas influências/similaridades. E elas estão trafegando entre o folk-rock, o alt-country e até mesmo apresentam reminiscências aos 60’s/70’s, pegando muita coisa emprestada de um The Band ou The Byrds. Dos grupos/artistas atuais, fácil perceber um pouco de Iron & Wine, Fleet Foxes, Ola Podrida, entre outros. Não muita coisa diferente do que você já andou escutando nesta vida, mas vale citar a boa performance dos músicos que conseguem agigantar canções que pareciam calmas, a princípio. ‘A While Can Be A Long Time’ e ‘Songworm’ certificam isso e são, de longe, as melhores do disco. ’Glimpse’ cai mais para um lado experimental/psicodélico.

A falha maior? Citei aqui inúmeras vezes em outros resenhas. Volto a frisar: uma segunda metade sem muita inspiração, necessidade de melhores composições e um pouco entediante. O que sobra nas canções citadas ao longo da resenha, fica faltando para os 15 minutos finais e temos a sensação de que faltou um retoque mais rebuscado no conjunto geral da obra.

De qualquer forma, vamos ficar atentos nesses lusitanos. Com um début que chega a impressionar, de um nível regular a bom, é importante observar os trabalhos futuros para ver se o You Can’t Win, Chalie Brown toma outro trilho ou se segue sem mudar, contudo aprimorando a sua sonoridade. Tempo é o melhor teste para uma banda, fato esse que foi verídico para alguns dos melhores grupos que considero hoje em dia.

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