THE RAPTURE – In The Grace Of Your Love (2011)

ANTERIORES:
+ GUILLEMOTS – Walk The River (2011)
+ NEW MODEL ARMY – 30th Anniversary Concerts (2011)

Ao contrário de muitas pessoas adeptas do ‘contra’, não sou daqueles que torcem para que um disco ou filme com expectativas chegue abaixo do esperado. Só para depois falarem que era um hype desnecessário, e para ficar puxando intriga pelos fóruns e comunidades na internet. Fico até decepcionado quando algo não me chega melhor que o trabalho anterior, sobretudo cujo artista já havia me despertado a atenção.

Isso acontece com o novo trabalho do grupo nova-iorquino The Rapture. A começar, não é um álbum agradável de ouvir por inteiro. E mais uma vez, nos chega aquela coceira nos dedos de querer adiantar música, passar faixas, separar as preferidas, isso em 50 minutos. Vícios malditos dessa época em que música virou quantidade acima de qualidade. Sem querer tecer comparações frequentes ao disco antecessor, mas aqui falta aquela energia dance-rock-punk ou mesmo aqueles riffs de guitarra e refrões que repercurtiram lá com ‘Pieces Of The People We Love’ (2006).

Letra nunca foi o forte da banda. Poucas frases, refrão rápido e estúpido até, e assim está feito. Acontece que em ‘In The Grace Of Your Love’ nem o instrumental está apurado, pois consegue ser apático, repetitivo e com batidas mornas. Melodias insossas, falta de harmonia e até mesmo a lacuna da canção grudenta. Falta sensibilizar o ouvinte, ou mesmo causar nele a velha batidinha com os pés ou o sorriso no rosto a cada minuto da canção. As músicas tornam-se longas e entediantes, mesmo com 4 minutos. Nem a adição de um acordeão em ‘Come Back To Me’ traz frescor à sonoridade do disco. E ainda falta uma linha de baixo como a gente ouvia lá em ‘Sister Savior’ (do disco ‘Echoes’ de 2003). O vocal está menos enérgico, letárgico até, a exceção de pouca coisa como ‘Sail Away’ e ‘Never Die Again’. Nem a notória ‘How Deep Is Your Love’(que já circulava pelos sites antes do disco aparecer) com instrumental um pouco mais rebuscado e que resgata a sonoridade clássica do grupo (com direito a piano) salva o álbum de soar chato, irritante e com a ideia de passar incompleto.

Não consigo escolher as preferidas do álbum. ‘Children’, talvez? ‘How Deep Is Your Love’? Trabalho ingrato entre as 11 canções. Enquanto muitos discutem ainda os discos anteriores, vale lembrar que o foco de 2011 é ‘In The Grace Of Your Love’. Não há como fugir do presente. Infelizmente, o álbum deixa a desejar, não mostra um amadurecimento da banda e fica no esquecimento num ano em que tantos outros grupos mostraram melhorias. Não é pra falar mal do The Rapture. Longe disso. Contudo, fica um certo receio e uma incógnita de como será o trabalho futuro, e esperar que esses músicos acabem caindo – novamente – na graça dos ouvintes.

Página oficial

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s