CINEMA: Attack The Block (Ataque ao Prédio, 2011)

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ATENÇÃO: Texto com alguns spoilers inevitáveis. Caso não se sinta mal, siga adiante.

Se você contar que assistiu ‘Attack The Block’ para algum colega seu que se julga muito ‘intelectual’, está arriscado você não fazer mais parte do clube de amizade dele. Sem nenhuma vergonha de dizer, o filme é uma ficção/comédia/ação/terror deslanchado, despretensioso, com toques de besteirol e fazendo referência, mais uma vez, à cultura do anti-herói. Ou ainda dizendo, temos o velho sermão de que numa batalha/guerra, o meu inimigo pode ser meu maior amigo, assim como ética/moral nessas horas perde o conceito.

Tendo como produtor executivo Edgar Wright que já havia feito ‘Todo Mundo Quase Morto’ (‘Shaun Of The Dead’, 2004), já poderíamos esperar um filme com uma situação diferente. Você vive num bairro perigoso, porém, o risco maior está para chegar. E a gangue de adolescentes que faz os assaltos rotineiros no bairro precisa se juntar às outras pessoas para proteger a sua vizinhança (o tal bloco de prédios) na chegada dos alienígenas inesperados.

Engraçado que na maioria das vezes, o cinema coloca os aliens como vilões, e aqui não é diferente. Acontece que a parte risível é que logo de início, os invasores não mostram a sua verdadeira aparência, e a gangue chega a desfilar pelas ruas com um dos alienígenas morto. Tudo parece ser fácil e os rapazes ganham moral. A princípio, sim.

Temos cenas de ação, sustos, e não falta a comédia ou os personagens engraçados e inusitados. Existe o rapper traficante que pode dar conta de tudo (ou acha que pode) e que vive cantando suas músicas mesmo nas horas do aperto. Até crianças com armas de brinquedo querem ganhar fama nesta invasão. Bicicletas, lambretas, espadas katanas, capacetes, tacos de beisebol são usadas como armas no desespero. Não faltam também as alusões e as piadas para com outros filmes e até videogames não passam ilesos (um dos personagens diz que não era para ter saído de casa e continuar jogando FIFA).

E mais uma vez, humanos são colocados com uma inteligência superior, conseguem enganar o que seria impossível e resolvem tudo de uma forma fácil para algo que veio sem explicação e misterioso em relação ao que existe na Terra. Assim é o cinema de entretenimento, o cinema-pipoca. Temos associações aos filmes com criaturas nos anos 80 tais como ‘Gremlins’ (1984) e ‘Critters’ (1986). Sabem que volta e meia me divirto assim, sem pedir muito? Talvez mesmo com meus 60 anos, em frente de uma TV, vendo a película passar numa espécie de Sessão da Tarde, eu ainda ache graça de tudo.

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