GUIA DAS SÉRIES: Haven

ANTERIORES:
+ Suits
+ Justified

Emissora: Syfy
Produtores: Charles Ardai, Stefanie Deoul e Ginny Jones Duzak
Temporadas: 2 (25 episódios no total, até agora)
Terceira temporada prevista para: 2012, sem mês definido
Tempo dos episódios: em média 42 minutos
Temáticas: suspense, mistério, pessoas com poderes, cidades enigmáticas, fatos sobrenaturais

Sempre senti falta de uma série de suspense/terror atual que me prendesse em frente à tela. Já vejo ‘The Walking Dead’, contudo, queria mais novidades. Em tempo: não acompanho ‘Sobrenatural’ porque eu perdi o fim da meada tentando acompanhar a série na TV convencional, e acabei não vendo todos os episódios (ou eles começaram a repetir) o que acabou gerando minha desistência, sobretudo pela quantidade de temporadas. Foi então que descobri ‘Haven’.

Baseada no livro ‘The Colorado Kid’ de Stephen King, podemos dizer que a série pode ser um apanhado de tudo o que vimos nas versões dos livros de King feitas para o cinema ao longo dos anos. Episódios que tratam de misticismos, segredos do passado, máquinas que ganham vida, fantasmas, fenômenos metereológicos estranhos, personagens com segredos, volta/fenda no tempo, cidade misteriosa. Até o vilarejo de Haven lembra um pouco os locais geralmente citados em filmes ligados a King: região litorânea/costeira, cidade pacífica (pelo menos pensamos ser a princípio), população pequena.

‘Haven’, em certa parte, até imita outras séries já conhecidas do público, não há como negar. E acaba incrementando a narrativa quando mostra os habitantes da vila com poderes ou dons extraordinários (lembrou-se de ‘Heroes’, ‘The 4440’ e ‘Alphas’? Eu também). Só que em ‘Haven’, as pessoas que possuem tais ‘aptidões’ são denominadas de ‘problemáticas’. E são exatamente esses personagens que engrenam a trama, pois cada episódio revela um novo ‘problema’ e por vezes, ficamos curiosos sobre como o policial Nathan e a agente Audrey lidarão com isso. O próprio Nathan, por exemplo, não sente dores ou é insensível às emoções do tato.

CUIDADO, CERTOS SPOILERS
Mesmo que a primeira temporada termine com algumas conclusões (sobretudo sobre o pai de Nathan), abre espaços para mais intrigas e mistérios acerca dos habitantes e dos personagens da história de Haven. Claro, há quem possa reclamar das soluções fantasiosas ou fáceis/simples demais. E a série até pega o bonde de ‘Fringe’, por exemplo, depois de deixar o espectador com a mente embaralhada, numa espécie de rodeio e não ter recursos para chegar a lugar algum, sobretudo porque na segunda temporada já temos o surgimento de outra Audrey. E ainda tem o mistério sobre o (futuro/possível) assassinato de Duke, e isso tudo acaba sendo pretexto para ir adiante com a série.

FECHAMENTO DO TEXTO, SEM SPOILERS
‘Haven’ mistura suspense, terror, drama, ação, investigação policial, romance, cinema fantástico e até mesmo ficção. Entretanto, ela não é perfeita de todo. Há uma sensível melhora da segunda temporada em relação à primeira, fato, até mesmo porque os personagens estão mais maduros. O problema é que alguns episódios são insossos ou perdem o sentido, enquanto outros acabam prendendo a atenção até o final. De todas as séries que acompanhei até aqui, ela talvez seja a mais regular. Claro que há alguns trunfos como o mistério sobre a mãe de Audrey, por exemplo. E numa rápida analogia, digo: assim como toda banda necessita de um terceiro trabalho para comprovar sua competência, penso que um seriado precisa de uma terceira temporada. Aguardo então.

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