CINEMA: The Help (Histórias Cruzadas, 2011)

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Não sei se ‘The Help’, filme baseado no romance de Kathryn Stockett, concorre a alguma estatueta no próximo Oscar. Claro que isso não me deixa predisposto ou com mais vontade de ver alguma película. E se formos observar os inúmeros filmes que ficam de fora de alguma premiação, fecharíamos a cara de vez com tudo que é relacionado à sétima arte e as pessoas que nela estão envolvidas.

A sinopse de ‘The Help’ atrai, apesar de um tema um tanto quanto batido: a segregação racial nos EUA na década de 60’s (onde temos a figura ilustre e decisiva de Martin Luther King). Por mais que um tema não seja original, é preciso saber como ele será encaixado na narrativa do filme, e a sétima arte engloba muitos quesitos: roteiro, trilha sonora, figurinos, maquiagem, fotografia, elenco, etc. ‘The Help, sob este aspecto, convence, reúne todos os ingredientes numa agradável, eficaz e inteligente mistura. Muitos podem reclamar da duração do filme (2 horas e meia), entretanto, considero que ele se torna mais engrandecedor sobretudo depois de 1 hora, atingindo um crescente progresso e segurando o espectador até os créditos finais (virtude de qualquer obra na atualidade).

O longa possui um elenco praticamente todo feminino, mas sem apelar para questões feministas. Na verdade, temos a personagem Skeeter (Emma Stone), aspirante a escritora, na difícil missão de entrevistar mulheres negras sobre suas vidas e seus trabalhos nas casas das madames brancas. Skeeter precisa redigir um livro sobre essas histórias. Logo, é de se esperar algumas confusões, reviravoltas, indiferenças, intrigas, revides e momentos irônicos como a ‘misteriosa’ torta de Minny (atuação soberba de Octavia Spencer).

Drama (sem ser exagerado demais) e um humor leve se misturam de forma equilibrada dando ao filme a sutileza de não ter um gênero definido, assim como serve quase de documento histórico de uma sociedade americana sessentista.

Outro destaque da película fica por conta de unir a literatura com o cinema. Pois ambas as artes andam juntas, e na tarefa da promissora e sensibilizada Skeeter, a literatura poderá ser o veículo de liberdade para o povo negro, por conta da possível publicação do tão almejado livro, o cenário à sua volta pode mudar. Além disso, como sugere a frase na capa do filme, ‘a mudança começa com um sussurro’, onde existe uma necessidade urgente de contar a verdade, entregar as injustiças e ter o poder da literatura em mãos para alertar um povo sobre o mal que lhe aflige e que precisa ser revelado.

Em tempos onde algumas pessoas consideram o 3D como uma espécie de ‘ser poderoso’, onde novas versões e adaptações surgem a cada instante, é interessante e essencial o aparecimento de filmes como ‘The Help’. Narrativas que trazem roteiros não absurdos, muito ao contrário, simples, e que carregam o cerne da natureza humana/a realidade em sua latência. O que vemos, assimilamos, experimentamos da vida. Pessoas que vivem fatos, fatos que são transformados em histórias para serem contadas. Mais ou menos são como filmes que assistimos, a exemplo do recomendado ‘The Help’.

No IMDB

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