10 DISCOS QUE MERECERAM MINHA ATENÇÃO EM 2011 (+ 10 de bônus)

2011 não foi lá muito bom para a música. Como diriam alguns, já tivemos anos melhores. Muitos discos (como sempre a internet nos dá esse leque de opções), porém, produções fracas onde algumas, mesmo depois de um início maravilhoso, caíam de qualidade na metade. Por vezes, tínhamos até o conhecimento daquela música maravilhosa pelo Youtube, mas o álbum em si, não tinha conteúdo suficiente para segurar o ouvinte. Deixo então uma lista, com breves comentários, sobre 10 discos que gostei em 2011. Produções essas que conseguiram manter o padrão do início ao fim, nada daquele vício horrível de pular faixa. A lista está sem ordem de preferência também.

AUSTRA – ‘FEEL IT BREAK’
Um cara mais preguiçoso diria que o Austra é ‘um futuro The Knife’, ou mesmo, que o Austra completou a lacuna deixada pelo The Knife neste ano. Comparações à parte e talvez até sem fundamentos, o grupo convence e instiga para os futuros trabalhos. A base eletrônica é grudenta, a voz de Katie Stelmanis tem potencial e temos um disco impecável, que não erra do início ao fim, de difícil classificação. Impossível escolher a música de sua preferência.

BON IVER – ‘BON IVER’
Há muito tempo que o folk-rock não é mais aquele. Engrandece a cada ano, mostra que não tem fronteiras, se mescla com outros gêneros, revela grandes expoentes ao mundo. Justin Vernon (o cara por trás desse famoso Bon Iver) nos entrega um disco cheio de nuances, com instrumentais ricos, e momentos musicais que nos fazem refletir sobre como sempre podemos ter esperanças com a arte da música em geral, pois sempre existirão artistas desse naipe. E o hype foi merecido sim.


DESTROYER – ‘KAPUTT’

Apesar de ainda considerar a carreira de Dan Bejar não tão espetacular assim (convenhamos que há alguns momentos fracos do músico), dou o braço a torcer para este disco. Com belos momentos, canções épicas que nunca perdem o charme e que jogam o ouvinte numa espécie de montanha-russa cheia de mudanças, estamos falando daquele pop-rock que tocaria muito bem nas rádios, apesar de todo requinte e técnica que não vemos tão facilmente nestes dias.

M83 – ‘HURRY UP, WE’RE DREAMING’
Anthony Gonzalez (aka M83) está em constante mudança. Já aprontou tanto fazendo viagens psicodélicas bem como emulando corretamente a sonoridade 80’s. Aqui, mesmo em tempos onde produções com mais de 40 minutos costumam ser cansativas, ele nos cativa com dois discos (de valores equilibrados) onde é praxe constatar a música eletrônica com cérebro e suscetível a várias mudanças e experimentações a cada faixa.

MARISSA NADLER – ‘MARISSA NADLER’
No meio de tantas cantoras em 2011, tinha que destacar Marissa Nadler. Não que eu despreze as demais, entretanto, Marissa vem rebuscando suas canções desde o primeiro disco, mesmo que seu universo sonoro seja simples/minimalista o bastante, cuja sonoridade seja bem traduzida por voz, violão e a tranquilidade de uma canção que se preocupa mais com o poético. E com certeza Marissa deve ter passado tardes ouvindo outras cantoras como Edith Piaf e Nina Simone, sem esquecer da renomadas cantoras atuais.


OKKERVIL RIVER – ‘I AM VERY FAR’
Outra banda de talento que muitos não entenderam em 2011. Passou desapercebida. Okkervil River é outro que ampliou sua sonoridade folk-rock para algo abissal/descomunal. Composições de impacto, bateria potente, riffs de guitarras inesquecíveis. Outro álbum onde é difícil escolher a preferida e que é capaz de se equiparar a qualquer outro disco clássico de rock da história da música.

R.E.M. – ‘COLLAPSE INTO NOW’
Uma espécie de canto de cisne de Michael Stipe e companhia. Depois do disco, já no final de 2011, a banda anuncia seu fim. Importante considerar esse álbum pela história do grupo e toda a sua trajetória ao longo de 30 anos. Aqui não temos um R.E.M tão incisivo como foi lá com ‘Accelerate’ (2008), ainda assim, Stipe canta cheio de fôlego tal qual um adolescente, a banda não tem medo de mostrar seu lado mais pós-punk (lembrando o início deles) e não se esquece de convencer tanto fãs como multidões com o que sempre fizeram de melhor: música.

TORO Y MOI – ‘UNDERNEATH THE PINE’
A música em 2011 não foi tão carrancuda assim. Chaz Budwick provou ter talento apesar de ainda estar galgando a sua sonoridade e ser um músico com todo um futuro pela frente. Não teve medo de flertar a chillwave (que muitos teimam em detratar) com a sonoridade 60’s, a New Wave 80’s e seguir influências corretas e agradáveis de Air e Stereolab (alguns rápidos exemplos).

WASHED OUT – ‘WITHIN AND WITHOUT’
A prova cabal de como a chillwave não é um estilo chato e passageiro. Mas também, o Washed Out é mais um que expande seus horizontes sonoros, fugindo de uma sonoridade única e imutável. Eletrônico galante, que conquista o mais turrão dos ouvintes. De quebra, ‘Amor Fati’ foi uma das melhores músicas do ano e deve tocar muito ainda no verão dos internautas.

WILD BEASTS – ‘SMOTHER’
Uma pena que o mundo não tenha compreendido muito o novo trabalho desse quarteto. E quem queria hits em potencial ou aquele passeio divertido do anterior, se decepcionou. Quem deu atenção, encontrou muitas qualidades, um magnífico instrumental, belas letras e melodias, sobretudo uma banda mais madura e segura de si e ainda ficou com aquele gostinho do próximo disco.

Outras menções honrosas (outros 10 discos que também poderiam estar na lista acima):
Awesome New Republic – ‘Stay Kids’
The Horrors – ‘Skying’
The Rosebuds – ‘Loud Planes Fly Low’
Tv On The Radio – ‘Nine Types Of Light’
The Dodos – ‘No Color’
Patty Moon – ‘Mimi And Me’
Pandit – ‘Eternity Spin’
Apparat – The Devil’s Walk
Still Corners – ‘Creatures Of An Hour’
Cut Copy – ‘Zonoscope’

Fiquem livres para comentar, opinar, discordar e até mesmo sugerir os preferidos de vocês.
Retorno em 2012. Boas festas a todos.

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