CINEMA: George Harrison – Living In The Material World (2011)

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Para muitos, George Harrison sempre foi o Beatle esquecido ou injustiçado. Que talvez nunca tenha sido tão valorizado na mesma proporção da dupla Lennon e McCartney. Documentários como esse servem e ajudam a entender melhor quem foi esse Beatle, sobretudo compreender a sua vivência com os companheiros de banda, e fora dela depois. Tal produção passa a ser, não só um documento a mais para entender os acontecimentos relacionados com essa banda de Liverpool, como uma bela forma de aprendizado sobre George e seu legado através de um entretenimento bem conduzido por Scorsese.

Com 3 horas e meia de duração, divididas em 2 partes, o documentário narra o começo de George nos Beatles chegando até aos últimos dias de sua vida quando faleceu por causa do câncer. A primeira parte é mais centrada nos Beatles. O início da banda, o começo da fama, o quarteto lidando com o sucesso. É citada a infância de George mas tudo de uma forma bem concisa, assim como é mostrada a sua chegada ao grupo e o preferido para tocar guitarra. Há depoimentos de produtores musicais e de outros músicos. Fotos expondo a banda em estúdio ou até em momentos mais íntimos também casam muito bem com essa primeira hora e meia.

A parte 2, por sua vez, narra a vida de George já fora dos Beatles, seu envolvimento com a música indiana (sobretudo com Ravi Shankar) e com os Hare Krishnas. Outro fato importante é também a relação de George com o grupo inglês de humor Monty Python (fato esse que eu desconhecia antes do documentário, confesso). Temos a época do lançamento do importante disco triplo ‘All Things Must Pass’ onde a sua forma de compor está bem madura e onde ele recebe elogios de todo mundo pelo grande guitarrista e letrista que se tornou. Não faltam depoimentos emocionantes de Phil Spector, Paul McCartney, a esposa de George e também de seu filho.

Talvez a hora final seja tomada de uma certa melancolia para o espectador. George em sua mansão de estilo vitoriano, já lidando com a doença, vítima de um assalto violento, meio fadado ao isolamento e ao sossego (até mesmo por opção própria), mas ainda com vontade de viver e de se dedicar ao que sempre gostou e fez bem, a música. As fotos e os depoimentos mostrados passam a ser ainda de maior impacto, e alguns momentos do documentário são bonitos e marcantes que só.

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