ANDREW BIRD – Break It Yourself (2012)

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Meu primeiro contato com os trabalhos de Andrew Bird, lembro bem, foi numa noite de março em 2007, onde estava muito cansado devido a uma semana exaustiva de serviço. Uma péssima e indevida forma de conhecer um artista multi-instrumentista cuja sonoridade é abrangente e rica de detalhes. O disco da época, então, era o ‘Armchair Apocrypha’. Lógico que depois, refeito de minha fadiga, escutei o disco atentamente ao longo da semana, tornando assim um dos álbuns do ano na minha lista.

Depois de 5 anos, em março também, ‘Break It Yourself’ chega de uma forma diferente. Férias do meu serviço, esse foi um dos álbuns que me acompanhou durante minhas viagens ao interior de meu estado. E não há nada melhor que um lugar pacato, longe do concreto e das buzinas, para se atentar a obras tão intricadas como Bird consegue fazer, apesar de que os discos do músico sempre necessitam de várias audições atentas.

Continua tudo ali: violinos, assovios, o acústico, ecos de música clássica, o eletrônico de uma forma balanceada nas canções. Mistura de gêneros como o jazz, o folk e o pop continuam regendo as produções, há até espaço para ritmos latinos como em ‘Danse Carribe’. Canções com várias mudanças onde a letra casa bem com o instrumental bem elaborado é praxe em ‘Give It Away’. ‘Eyeoneye’ ganha peso, bateria mais acentuada e tem guitarras furiosas. Outro destaque é ‘Lazy Projector’ (talvez um dos momentos mais melancólicos do disco) que começa sombria e vai se delineando aos poucos com uma batida mais serena. ‘Near Death Experience’ e ‘Lusitania’ ganham mais charme ao adicionar vocais femininos. Em ‘Orpheo Looks Back’, Andrew parece querer brincar com o violino dando solos memoráveis, nos dando uma ideia de que há muito o que se aproveitar do instrumento.

Mais um grande nome da música edifica seu nome em 2012. Andrew mostra ser um ótimo multi-instrumentista, volta a fazer grandes composições e dá um certo frescor ao cenário musical. Experiência, criação, sensibilidade musical: peças essas que fazem grandes artistas como Bird sempre recompensantes ao ouvinte. E nós pedimos: continue cantando e compondo, homem-pássaro, continue!

Myspace

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