REEDITANDO: Gravenhurst – The Western Lands (2007)

ANTERIORES:
+ M83 – Saturdays = Youth (2008)
+ R.E.M. – Lifes Rich Pageant (1986)

Aquele filme parado na locadora ou numa loja. Um livro que não está entre os best-sellers. A banda que você passa a conhecer por iniciativa própria. Geralmente tornam-se produtos belos que sequer a mídia incensou. Um pouco mais de curiosidade e da busca pelo novo te fazem ter uma genial descoberta. A banda Gravenhurst, de Bristol (UK), é mais um belo exemplo de como algo aparece e, mesmo depois de dois discos interessantes e alguns EP’s, continua numa espécie de anonimato. Em ‘The Western Lands’, os ingleses trazem 10 peças para quem tem os ouvidos sempre abertos e sensíveis para a música bem composta. Composições que vão ganhando realce a cada audição.

Alerto desde cedo que o cantor e multi-instrumentista Nick Talbot e seus asseclas fazem o pop-rock básico. A abertura com ‘Saints’ prova que o grupo não ousa mostrar nada novo e original, entretanto, belos trabalhos de vozes com uma guitarra hipnotizadora te fazem seguir adiante. E com prazer. Lógico que há elementos eletrônicos adicionais (nada em demasia), assim como em alguns momentos percebemos baladas folks em grande estilo, a exemplo de ‘Song Among The Pine’, que acaba virando quase uma canção de ninar moderna.

O Gravenhurst, de forma simples, passa emoção com os 3 instrumentos notórios do pop-rock. Dedilhados de guitarras memoráveis, baixo pulsante e bateria vigorosa em perfeita harmonia e que lembram muito a sonoridade oitentista. Por vezes, muitas coisas remetem a um R.E.M. de início de carreira (propriamente da fase ‘Murmur’), como fica perceptível na canção ‘The Western Lands’. Não apenas a sonoridade 80’s, também há referências a grandes nomes da atualidade. Uma das melhores músicas de 2009, ‘Hollow Men’, se encaixa perfeitamente entre as fronteiras sonoras de Iliketrains, do Mogwai e The Black Heart Procession.

As músicas atingem atmosferas inacreditáveis. São totalmente instrumentais em sua metade, prenunciando as letras poéticas derramadas por Nick, para logo em seguida explodirem em paredes de guitarras. ‘She Dances’ é êxtase em sua totalidade. ‘The Collector’ fecha de forma grandiosa o disco (tal qual ele começou). Um baixo magnífico junto a efeitos sonoros que te surpreende nos instantes finais. Música feita de forma simples, porém por pessoas com sensibilidade para a arte e que gostam disso. Amadurecimento e segurança à prova. Na penumbra de outros grandes grupos, Nick e sua turma armam seus alicerces, para, quem sabe, no futuro serem melhor reconhecidos.

OBSERVAÇÃO:
Esse texto foi reduzido em relação à sua postagem de 3 anos atrás. A finalidade da reedição deve-se ao fato de que a banda está para lançar seu próximo trabalho agora no final de abril.

Myspace

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