POP ONÍRICO: Whirr – Pipe Dreams (2012)

ANTERIORES:
+ Galway – Mria (2012)
+ Dorias Baracca – Handsome Melting Point EP (2010)

As várias nuances desse disco de estreia do Whirr, permite um deslize feliz por dez luminosas faixas, com referências explícitas a um dos ícones do estilo ao qual estão ligados (My Bloody Valentine) e reminiscências a nomes mais obscuros como o His Name is Alive, perceptível em faixas como “Reverse” e “Formulas and Frequences”, quando se atiram para o lado mais etéreo.

Antes, ainda com o nome de Whirr, a banda havia lançado em 2011 o EP “Distressor”, que prenunciava um promissor álbum a caminho.

“Pipe Dreams” confirma essas apostas, com sonoridade que encanta fãs da combinação distorção/melodia/vocais soterrados. A música do sexteto de Bay Area (São Francisco) costuma alternar agitadas guitarras ácidas com catárticas passagens lentas e melódicas que vão se avolumando.

“Hide”, por exemplo, é uma das canções poderosas do álbum, talvez por causa da brutalidade da bateria, que também pode ser sentida na mezzo calma mezzo barulho “Wait”.

Por sinal, a força da cozinha é um dos pontos que chamam a atenção no disco, e se faz presente não só nas faixas citadas mas também em outros momentos.

Sem dúvida, ao lado do “In Between”, do Young Prisms, e “Galway”, do Mria, um dos melhores discos do ano nessa seara.

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